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RÁDIO iTABUNENSE


13 junho 2022

Mochila e objetos pessoais encontrados no Vale do Javari são de Dom e Bruno, diz Polícia Federal

 


Um sentimento de consternação tomou conta de indígenas do Vale do Javari, na Amazônia, no fim da tarde de ontem, com a localização pelo Corpo de Bombeiros de uma mochila e outros objetos pessoais que, segundo a Polícia Federal, pertencem ao indigenista Bruno Pereira e ao jornalista Dom Phillips, desaparecidos há uma semana.

Os materiais foram encontrados em uma área alagada, de difícil acesso, no Rio Itaquaí. O local é próximo à região em que eles faziam o caminho de volta de uma incursão à comunidade ribeirinha de São Rafael para Atalaia do Norte. Foi nessa comunidade que os dois foram vistos pela última vez no último dia 5.

Objetos foram colocados dentro de um saco branco e levado pela Polícia Federal para perícia

Em nota divulgada na noite deste domingo, a Polícia Federal informou que na mochila havia um cartão de saúde, uma calça, um chinelo e um par de botas pertencentes a Bruno. Também tinha um par de botas e uma mochila com roupas de Dom Phillips. Bombeiros informaram à reportagem que a mochila de marca Equinox continha ainda um notebook e diversos livros. “No esforço de busca foram percorridos cerca de 25 km, com procuras minuciosas pela selva, em trilhas existentes na região, áreas de igapós e furos do Rio Itaquaí”, destacou a PF no comunicado.

A polícia ainda informou que localizou uma embarcação “aparentemente” de propriedade de Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, que se encontra com prisão temporária. Ele é investigado pelo desaparecimento de Bruno e Dom e teria perseguido o barco dos dois.

A princípio, a mochila foi mostrada por militares a indígenas que acompanhavam os trabalhos de busca e que conheciam ambos. Eles afirmaram que os materiais eram semelhantes aos que costumavam ser usados pelo indigenista e pelo jornalista em expedições. Os achados foram levados em um helicóptero do Exército para que fossem periciados. A princípio, segundo delegados federais, a investigação seria feita em Manaus.

Desde sábado as equipes de busca trabalhavam a partir de uma observação feita por indígenas sobre as condições de um trecho da mata em uma margem do Itaquaí. A vegetação indicava a passagem de uma embarcação por ali, numa manobra pouco usual.

Neste domingo, os trabalhos foram retomados. Segundo o chefe das operações da Marinha em Atalaia do Norte, Ricardo Sampaio, a área vasculhada tem cerca de 100 km². Pela primeira vez, as ações militares foram realizadas em conjunto com os indígenas.

O objeto foi encontrado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Amazonas. Eles só conseguiram acessar a área quando recorreram a um barco capaz de navegar em áreas muito rasas. “Tivemos a grata satisfação de ter êxito e encontrar uma mochila. Nessa mochila, tinha notebook, todos os pertences, meias, camisas, bermudas”, disse um porta-voz do Corpo de Bombeiros, em Atalaia do Norte. Além da mochila, as equipes de busca encontraram uma lona semelhante à que estava na embarcação usada pelos desaparecidos.

Corpo de Bombeiros encontra mochila com pertences iguais aos de um dos desaparecidos

Varredura

Eles usaram equipamentos que fazem varreduras no fundo do rio em busca de objetos e até de possíveis destroços do barco em que estavam Bruno e Dom. Uma parte da mochila estava para fora da água. “As nossas mesmas suspeitas continuam. Acreditamos que eles podem estar feridos em algum lugar, ainda vivos”, disse Beto Marubo, principal líder indígena do Vale do Javari.

A falta de coordenação nas buscas tem sido criticada por entidades e indígenas. O comando da operação está em Manaus. Até então, vinha sendo comum que homens do Exército, da Marinha e de outras agências federais fizessem incursões paralelas.

Corpo de Bombeiros encontra mochila com pertences iguais aos de um dos desaparecidos

Os materiais foram encontrados por volta das 16 horas, horário local (18 horas em Brasília). A movimentação no porto de Atalaia do Norte atraiu moradores curiosos. Eles acompanham com apreensão as buscas e as consequências do caso. A rotina da cidade que tem um dos acessos ao Vale do Javari, onde está a maior concentração de povos isolados do mundo, mudou desde o desaparecimento de Bruno e Dom. Há uma mobilização militar e dezenas de jornalistas nacionais e estrangeiros.

Ameaças

Os dois sumiram durante uma viagem de barco entre a comunidade ribeirinha de São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte. Como mostrou o Estadão, Pereira foi mencionado em um bilhete apócrifo com ameaças, escrito por pescadores ilegais que atuavam na área e dirigido à entidade para a qual o indigenista trabalhava.

Bruno estava na região ensinando matises, kanamaris, mayorunas, kulinas e marubos a vigiar a floresta e capturar imagens que comprovariam crimes na área. Razão pela qual estava ameaçado de morte. Ao desaparecer, levava à Polícia Federal um novo conjunto de diários, fotos, vídeos e informações georreferenciadas feitos pela equipe. O jornalista inglês, colaborador do The Guardian, que o acompanhava, percorre a Amazônia para a produção de um livro.

Há muito mais riqueza que peixes, ouro e madeira nos rios e florestas do Vale do Javari, região que concentra o maior número de comunidades isoladas do mundo. Com recentes descobertas de áreas de nióbio, potássio, manganês e óxido de tântalo em outras regiões da Amazônia, o território indígena no extremo oeste do País voltou a atrair a cobiça internacional. Possíveis campos de extração de gás e óleo na reserva de 85 mil quilômetros quadrados foram mapeados ainda nos anos 1980, quando a Petrobras realizou pesquisas de campo.

Indigenista desaparecido treinou índios para denunciar crime

Leia abaixo a íntegra da nota da PF

Manaus/AM – O Comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal/AM, informa que, nas últimas 24 horas, a Operação Javari prosseguiu com a busca fluvial e com reconhecimento aéreo na região do Rio Itaquaí, especialmente na área onde foi encontrada uma outra embarcação aparentemente de propriedade de Amarildo da Costa Oliveira, que se encontra com prisão temporária decretada por conta dos fatos.

No esforço de busca foram percorridos cerca de 25 km, com procuras minuciosas pela selva, em trilhas existentes na região, áreas de igapós e furos do Rio Itaquaí.

Na região onde se concentraram as buscas foram encontrados objetos pessoais pertencentes aos desaparecidos, sendo 1 (um) cartão de saúde em nome do Sr. Bruno Pereira, 1 (um) calça preta pertencente ao Sr. Bruno Pereira, 1 (um) chinelo preto pertencente ao Sr. Bruno Pereira, 1 (um) par de botas pertencente ao Sr. Bruno Pereira, 1 (um) par de botas pertencente ao Sr. Dom Phillips e 1 (uma) mochila pertencente ao Sr. Dom Phillips contendo roupas pessoais.

Nada é mais importante do que a busca pelos senhores Bruno Pereira e Dom Phillips. Os órgãos federais e estaduais reforçam o compromisso com a elucidação dos fatos e mantém a esperança de encontrá-los.

06 junho 2022

Luciano Hang, da Havan, defende a Lei Rouanet em meio à 'CPI do sertanejo'


O empresário bolsonarista Luciano Hang defendeu o uso da Lei Rouanet em uma série de tuítes publicados nesta segunda (6). Através das Lojas Havan, ele já investiu mais de R$ 24 milhões em projetos culturais pela lei de incentivo à cultura, em valor que representa mais de 270 doações.

Hang ajudou a financiar duas das quatro temporadas apresentadas até hoje do musical Bem Sertanejo. No total, a Havan investiu R$ 800 mil no projeto, estrelado por Michel Teló e que teve entre os convidados os cantores Zé Neto e Cristiano e Gusttavo Lima.

Tanto Gusttavo Lima quanto Zé Neto estão no centro da polêmica sobre cachês milionários pagos por prefeituras de cidades espalhadas pelo Brasil a artistas sertanejos, conhecida nas redes sociais como "CPI do sertanejo". As discussões vieram à tona depois que Zé Neto criticou uma tatuagem íntima de Anitta e disse que os sertanejos não dependem de Lei Rouanet —isto é, de dinheiro público— em um show pago pela prefeitura de Sorriso, cidade há 400 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso.

04 junho 2022

Golpe da 'caixa misteriosa' promete até iPhone por menos de R$ 200; entenda


No início de maio, o assistente contábil Telcio Germano da Silva, 40, comprou no site da Amazon um produto chamado "caixa misteriosa". A expectativa gerada pelo anúncio, que promete iPhones, videogames ou até mesmo relógios inteligentes, se mostrou uma frustração.

Ao abrir o pacote, três semanas após o pedido, Telcio viu um relógio de aço pintado de dourado com a ilustração de um dragão. Ele pagou R$ 158 por um item que veio sem nota fiscal - e que, descobriu depois, chega a custar R$ 20 em sites chineses como AliExpress e Shopee.

"Eu comprei pensando no meu filho, queria dar um presente para ele. Poderia ser um drone, um mouse ou até um fone de ouvido", afirma ele, que fez a compra após sugestão de uma colega do trabalho. Eles receberam o mesmo relógio.

Ele observou logo depois que o produto declarado para a alfândega custava US$ 20 — R$ 95,80 na cotação atual —, ou seja, um valor abaixo do que desembolsou na compra. "Me senti lesado na hora", completa.

As caixas misteriosas, também chamadas de caixas surpresa, são vendidas em diversos sites de e-commerce no Brasil. A descrição do item segue um padrão: sugere que os produtos são embalados aleatoriamente, que o comprador receberá um ou mais produtos e que a troca só é possível em caso de defeito, o que contraria o CDC (Código de Defesa do Consumidor).

Os anunciantes geralmente disponibilizam o produto em plataformas como Amazon e Mercado Livre. A encomenda vem da China por um preço a partir de R$ 100, sem taxas de importação adicionais.

Essa prática tem sido acompanhada pelo aumento de reclamações de usuários, segundo o Instituto Reclame Aqui, do site de mesmo nome. Nos cinco primeiros meses deste ano, a página teve 4.490 registros de reclamações de consumidores insatisfeitos com a compra da caixa misteriosa. Em janeiro, o Reclame Aqui contabilizou 535 reclamações; em maio, saltou para 2.740.

Telcio recebeu um relógio que custa US$ 20, segundo declaração para alfândega brasileira - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Telcio recebeu um relógio que custa US$ 20, segundo declaração para alfândega brasileira
Imagem: Arquivo pessoal

Caixas misteriosas são 'propaganda enganosa' e 'golpe', dizem especialistas

A reportagem analisou nos últimos dias algumas ofertas dessa mercadoria e observou empresas identificadas com nomes aleatórios (uma sequência de diversas letras sem formar um nome) ou sem CNPJ. Há também aquelas que vendem as caixas exclusivamente em seu site.

Para o diretor do Proteste, Henrique Lian, o anúncio desses produtos da forma que é feito explora a boa-fé de um possível comprador pela falta de informações. Ele afirma que a falta de detalhes sobre a mercadoria entregue, como marca e modelo, é um caso de propaganda enganosa.

"O consumidor tem direito à informação clara e adequada. A imagem de uma caixa da qual saem televisores, caixas de som e fones leva o consumidor a crer que são esses itens que compõem o pacote", avalia.

Ainda que a venda seja feita por terceiros, os marketplaces que disponibilizam esses produtos em sua prateleira também são responsáveis pelo dano ao comprador, diz o assessor jurídico do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) David Douglas Guedes.

Site da Amazon exibe mais de uma opção de caixa misteriosa - Reprodução/Amazon - Reprodução/Amazon
Site da Amazon exibia mais de uma opção de caixa misteriosa na quarta-feira (1)
Imagem: Reprodução/Amazon

O Código de Defesa do Consumidor entende que o conceito de responsabilidade solidária inclui o fabricante e revendedor por fazerem parte da cadeia de consumo. Os clientes podem exigir, por exemplo, a devolução do dinheiro ou a substituição do produto por outro igual.

Guedes ainda afirma que a característica de golpe se amplia se o usuário tentar contato com as partes envolvidas e não tiver nenhuma resposta.

O diretor de estudos e pesquisas do Procon-SP, Marcus Vinicius Pujol, acrescenta que a impossibilidade de troca em casos de insatisfação do consumidor fere o CDC. A lei garante aos usuários o direito de arrependimento de compras online em um prazo de sete dias a partir da data de entrega.

"É um golpe clássico que desperta a cobiça de quem quer ter um bem. É uma publicidade abusiva e enganosa, sem dúvida alguma", diz.

Dicas para evitar um golpe

Empresa Hofferta afirma que seus produtos são bem avaliados, mas se desculpa com clientes - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Empresa Hofferta se desculpa com clientes nas redes sociais por atrasos na entrega
Imagem: Reprodução/Instagram

Além da divulgação em plataformas, há empresas que utilizam redes sociais para comunicar o que os consumidores podem receber ao fazer uma compra. É o caso da Hofferta, que publicou em uma conta no TikTok alguns vídeos que "desvendam" o conteúdo das caixas.

Em cerca de 30 segundos, uma pessoa que não mostra o rosto abre um pacote e mostra embalagens do que seriam um iPhone 12, um tablet da Apple e um fone de ouvido. Ele, porém, não revela o que tem dentro das caixas. "Arrebentei, tirei onda. Tô muito feliz", diz uma voz de fundo.

Em seu próprio site, a Hofferta vende caixas com preço de R$ 117,90 a R$ 397,90. A página registra 19 avaliações de consumidores, todas elas positivas. No Instagram, o discurso é diferente: a empresa publicou uma série de stories em que pede desculpas aos seus clientes por atraso no envio das caixas.

Para os especialistas, a promessa de oferecer um produto caro por um valor abaixo no mercado deve ser observada com muita cautela. Eles recomendam que o consumidor se informe antes da compra, veja as avaliações e converse com amigos que eventualmente adquiriram a caixa.

Uma outra dica é consultar a reputação da empresa em sites voltados para reclamações do consumidor, como o Reclame Aqui. É possível também verificar a situação do CNPJ do fornecedor no site da Receita Federal.

Se o consumidor adquiriu o item e não resolveu o problema com a loja, a alternativa é registrar uma reclamação no Procon de seu estado ou no site consumidor.gov.br. Caso a situação persista, é possível entrar com uma ação em um JEC (Juizado Especial Cível), também conhecido como juizado de pequenas causas.

Nesses casos, não há necessidade de representação de advogado por se tratar de uma ação com valor de até 20 salários mínimos (R$ 24.240).

O que dizem as empresas

Mercado Livre também permite a venda de caixas misteriosas - Reprodução/Mercado Livre - Reprodução/Mercado Livre
Mercado Livre também permite a venda de caixas misteriosas em sua plataforma
Imagem: Reprodução/Mercado Livre

O UOL entrou em contato com a Amazon, que afirma em nota que os vendedores parceiros devem seguir suas diretrizes e políticas ao colocar produtos à venda em seu site. "Aqueles que não o fizerem estarão sujeitos a sanções, incluindo a possível remoção de sua conta".

Após o contato da reportagem, a Amazon afirmou na sexta-feira (3) que excluiu todos os produtos identificados como caixa misteriosa de sua página. No entanto, uma busca pelo item revela novas caixas pelo preço de R$ 1.135,93.

O Mercado Livre diz, também em nota, que proíbe a venda de itens sem a descrição completa da sua composição, o que viola suas políticas de cadastramento. "A empresa informa que combate proativamente o mau uso da sua plataforma, que conta com tecnologia e equipes dedicadas para identificação e moderação dos conteúdos."

Até a tarde de sexta-feira (3), as caixas misteriosas ainda estavam disponíveis para venda no site do Mercado Livre.

A reportagem também tentou contato com a empresa Hofferta por e-mail, redes sociais, WhatsApp e telefone, mas não teve retorno até a publicação desta matéria.

Após o prejuízo, Telcio Germano da Silva entrou em contato com a Amazon para pedir o dinheiro de volta antes de encerrar o período de sete dias. Segundo ele, um atendente disse que a devolução poderia não acontecer, o que contraria o Código de Defesa do Consumidor.



03 junho 2022

Parábola: O anel

 


Quanto você vale? 

- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. 

E fazendo uma pausa, falou:

- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.

- C...claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível. 

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a joia a todos que passaram pelo mercado,  abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber a sua ajuda e seus conselhos. Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel. 

- Importante o que disse, meu jovem, contestou sorridente o mestre. - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:

- Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel. 

O jovem, surpreso, exclamou:

- 58 MOEDAS DE OURO!!!

- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.

- Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:

- Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta joia. Valiosos e únicos e andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Loja de Ipanema, que faz crepes em forma de genitálias, pode pagar multa se não cumprir norma do Ministério da Justiça



Medida foi publicada no Diário Oficial da União e proíbe venda do produto a menores de 18 anos

Loja faz crepes em formato de genitálias humanas Reprodução

Rio - Com paredes rosas, letreiro iluminado e crepes doces em forma de genitálias, uma pequena loja chamada "La Putaria", no bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio, deu o que falar entre moradores da região, que se indignaram com o conceito. A Associação de Moradores de Ipanema, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro, entrou com um pedido de avaliação sobre o caso para a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon). Em resposta, o órgão enviou uma nova regulamentação, publicada no Diário da União na última quarta-feira (1), onde o Ministério da Justiça e Segurança Pública proíbe a venda desse tipo de produto para menores de idade. A loja recebeu, nesta quinta-feira (2), uma notificação do Procon informando que o responsável tem seis dias para regularizar o estabelecimento de acordo com a nova portaria.

Segundo Carlos Monjardim, presidente da Associação de Moradores de Ipanema, o estabelecimento está gerando polêmica desde sua criação. Ao DIA, ele contou que um grupo de moradores queria fazer manifestação na porta do local quando o anúncio da inauguração foi feito. "Eu evitei isso porque a gente verificou com os órgãos públicos e a loja estava licenciada, tudo certo, direito, dentro da lei", contou. "Meu pensamento na época era esse: por mais que fiquem indignados, o estabelecimento estava com tudo ok. Também puxei para o ângulo que qualquer loja nova no bairro gera emprego e pode ser bom para todos", explicou Monjardim.


Além do nome, a preocupação dos moradores é a exposição da pessoa que compra um crepe em formato de genitália e sai comendo na rua, podendo ser visto de forma ofensiva. "Baseado nessas reclamações constantes, nós, da Associação de Ipanema, em conjunto com a Câmara de Dirigentes Lojistas, entramos em contato com a Secretaria do Consumidor. Ontem, tivemos como resultado a nova regulamentação. Nós não pedimos para tomarem providência, apenas queríamos uma avaliação do caso. Eles estudaram a situação e, de acordo com a análise, fizeram essa portaria", revelou Monjardim.

A nova portaria, divulgada no Diário Oficial da União e assinada pela diretora substituta Laura Tirelli, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), destaca que a creperia precisa fixar cartazes informando sobre a restrição de acesso à loja e a venda dos produtos a menores de 18 anos. A regulamentação também ressalta que, após o quinto dia contado a partir da sua publicação, acometerá multa diária de R$ 500 ao estabelecimento. Além da "La Putaria", o texto também inclui outras lojas no país, como o "Ki Putaria", em Salvador (BA); "Assanhadxs Erotic Food", em São Paulo e "La Pirokita", em Maringá (PR).

A história do "La Putaria" começou na pandemia, quando o austríaco Robert Kramer e sua namorada, Juliana Lopes decidiram criar um empreendimento do zero. "Um amigo do meu namorado fez uma viagem para Bangkok e mandou uma foto para ele, com um Hot Dog em um formato desse. Robert achou o máximo e disse que ia abrir um negócio assim. No início, eu achei loucura, pensei que fosse brincadeira, passado uns dias ele apareceu com uma máquina de waffle com formato de genitália", contou Juliana. "Chamei minha mãe e minha cunhada e começamos a desenvolver testes para a receita e encontramos uma. Robert já tinha o nome: La Putaria, não por causa do sentido pornográfico, mas porque, como não fala português direito, ele acha a pronúncia dessa palavra engraçada", explicou.

O conceito da marca, segundo Juliana, não tem nada a ver com erotismo, mas é um deboche. A primeira loja foi em Portugal, depois Belo Horizonte e, atualmente, no Rio de Janeiro também. "O nome fez o público ficar curioso, todo mundo queria saber o que se trata, o que vende. Tipo, o que vem desse lugar? Em três dias de inauguração da loja de Portugal, já estávamos nos noticiários e com filas na porta. A proporção foi incrível, fomos em programas de televisão, estivemos nos jornais e levamos até waffle nesses formatos a um programa aberto às 16h, com todo tipo de público", explicou.

Ao trazer a loja para o Brasil, o casal viu êxito na inauguração da unidade de Minas Gerais, mas no Rio de Janeiro foi a primeira vez que enfrentaram tantos problemas. "Minas tem uma fama de ter público conservador, mas lá deu super certo. Os primeiros questionamentos foram de pessoas políticas, não gente que se sentia incomodada com a marca", disse. "Essa questão de sentir a reação negativa só veio acontecer em Ipanema mesmo. Conheço pouco o Rio, sou de Minas e moro há cinco anos em Portugal, mas o carioca sempre teve fama de ser descolado. Fiquei surpresa", declarou. "Eu imaginei que a modernidade ia conversar bem com o perfil da população, principalmente porque estamos próximos da Farm, que tem um público mais descolado e LGBTQI+. O fato é que nunca fizemos venda para público infantil, mas jovens, idosos e até mesmo casais. Em geral, adultos", concluiu.

Juliana afirmou que considera a portaria um "absurdo", principalmente "porque parece ser um tipo de censura". "Quer que a gente anuncie que não vendemos para menores de 18 anos? Ok. Mas, encobrir o letreiro e a loja, proibir o cliente de sair comendo, entre outras coisas, acho demais. Com certeza vai prejudicar a marca", finalizou.

02 junho 2022

Vídeo – Prefeito d interior da Bahia arrasta idoso negro e doente da cama, joga no chão e despeja um balde de água fria sobre ele



A data que o vídeo que chocou a cidade de Itapebi no sul da Bahia foi gravado não foi divulgada, mas a cena choca pela brutalidade que o idoso pelado é arrancado da cama, levado para fora da casa e jogado no chão.

As imagens mostram o prefeito Juarez da silva Oliveira, o “peba” de 54 anos, com ajuda de um homem chamado Gura, arrancam o idoso da cama, o leva para o quintal e despeja um balde de água fria sobre o rosto do idoso enquanto ele pede para seus algozes não fazerem aquilo com ele.

As imagens chocam pela brutalidade que o idoso, um homem negro, que aparenta ter problemas mentais é brutalizado pelo prefeito e outro homem.

28 maio 2022

Ex-BBB Natália Deodato esclarece ataques contra Eslovênia


A rivalidade entre Natália Deodato e Eslovênia ultrapassou os muros da casa do 'Big Brother Brasil 22'. Internautas notaram que o perfil no Twitter da designer de unhas curtiu alguns comentários criticando a modelo e ex-colega de confinamento no reality show. 

Após um perfil de fofoca revelar as curtidas, Natália deixou um comentário explicando a situação. "Espero que todos compreendam que minha vida é mega corrida e felizmente conto com uma equipe para cuidar de vários setores da minha vida! Como um exemplo o Twitter! As devidas providências e orientações foram dadas e tomadas. Pois como todos sabem, eu não apoio em momento algum mais comportamentos com quem quer que seja!", afirmou. 


A ex-BBB garantiu que mantém o respeito por todos os ex-colegas de confinamento do 'BBB 22'. "Nunca fui de diminuir ninguém para precisar enaltecer a grande mulher que sou e isso não vai mudar. Tenho todo respeito pela Eslo e por todos os outros participantes. Não significa que não ter tanta proximidade é motivo para tais atitudes. Amo vocês e boa que com muita determinação e humildade vamos fluir", concluiu.

Ministério recomenda 3ª dose da vacina da covid para adolescentes de 12 a 17 anos


 

O Ministério da Saúde decidiu ampliar a recomendação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 para adolescentes entre 12 e 17 anos. A dose de reforço deve ser aplicada quatro meses após a segunda injeção, preferencialmente com a vacina da Pfizer, independentemente da que foi aplicada anteriormente. A medida é tomada em meio ao aumento do número de casos do coronavírus no País.

Caso não haja estoque do imunizante da Pfizer, afirma o ministério, pode ser usada a Coronavac, fabricado pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac. Os dois produtos são autorizados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa faixa etária.


Adolescentes grávidas e puérperas (aquelas que tiveram filhos há poucas semanas) também devem buscar a proteção. No caso de adolescentes imunossuprimidos - como transplantados ou pacientes oncológicos -, as autoridades recomendam somente a vacina da Pfizer.

Especialistas têm alertado sobre a baixa adesão de crianças e adolescentes à vacinação. As doses de reforço, de acordo com pesquisas, aumentam o nível de proteção contra a doença e ajudam a fechar o cerco contra nova cepas do vírus. Novas variantes da Ômicron, mais transmissíveis, têm sido identificadas em várias partes do mundo.

A Prefeitura de São Paulo havia enviado ofício ao Ministério da Saúde pedindo a ampliação do público-alvo da terceira dose, diante da alta do contágio na cidade. A média móvel de infecções de covid-19 ficou em 22.527 casos na última sexta-feira, a maior quantidade desde 3 de abril, conforme dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa com as secretarias estaduais de Saúde.


O Brasil registrou 117 novas mortes pela doença nesta sexta-feira. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 110, pelo terceiro dia seguido acima de 100 e com tendência de alta.

Juiz decreta prisão do ex-goleiro Bruno por dívida de pensão


 O juiz Alexandre Tsuyoshi Ito, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS), decretou a prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes por dívida de pensão ao filho de Eliza Samúdio. Além da detenção, ele terá que pagar cerca de R$ 60 mil, referentes a dois salários mínimos por mês, desde janeiro de 2020.

Atualmente, Bruno cumpre prisão em regime aberto pelo assassinato de Eliza Samúdio, que ocorreu em 2008. O ex-goleiro mora em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e nos últimos tempos tem apostado em empreendimentos. Recentemente, ele inaugurou uma loja de açaí na região.

Com o decreto do juiz Alexandre Tsuyoshi Ito, do TJMS, o ex-goleiro pode ser preso a qualquer momento. Além deste processo, Bruno também responde por uma dívida de R$ 3 milhões em pensão para Bruninho, desde o seu nascimento. O caso ainda corre na Justiça. O filho do atleta com Eliza Samúdio foi criado pela avó Sônia Moura.

Confira o decreto na íntegra:

"Decreto a prisão de Bruno Fernandes das Dores de Souza até que efetue a quitação de todas as parcelas pendentes ou pelo prazo máximo de 03 (três) meses. Ao cartório para a expedição de prisão (com valor devido atualizado até esta data nos termos dos art 528, parágrafo 3 do CPC). Comunique-se a Polinter e, concomitantemente ao analista judiciário de área afim com atribuição de serviço externo (oficial de justiça). Conste que o cumprimento de prisão não exime o devedor do pagamento das pensões devidas; somente o pagamento das prestações devidas, incluídas as que venceram ao longo do processo, até a data do efetivo pagamento, suspende a ordem de prisão."

As milícias digitais que impulsionam o sucesso de estrelas como Anitta


Stan tinha devoção pelo rapper Slim. Vestia-se como ele e até prometeu batizar a filha, que nasceria em breve, com o nome da filha de seu ídolo. Mas, quando percebeu que não recebia do músico o mesmo amor que lhe dedicava, o rapaz tomou uma atitude drástica: bêbado, jogou seu carro de uma ponte, levando junto a esposa grávida. A tragédia fictícia narrada na música Stan (2000), do americano Eminem, é uma alegoria de como o fanatismo por um artista da música pode se tornar tóxico e fora de controle. Na era das redes sociais, porém, o personagem criado pelo cantor americano ganhou novo significado: agora despido de conotação negativa, o nome “Stan” passou a ser associado às pessoas que defendem com unhas e dentes seus ídolos nas batalhas on-line. Em 2017, inclusive, o honorável dicionário Oxford reconheceu o termo como um verbo que define as ações de “fãs excessivamente zelosos ou obsessivos com uma celebridade em particular”.

Justice [2 LP]

As estrelas do pop atual sabem bem o valor desses devotos: quando a força de mobilização é canalizada a seu favor, esses milhões de “stans” se convertem em milícias digitais poderosas, capazes de dinamitar velhas certezas sobre o que determina ou não o sucesso. O uso dos fãs como massa de manobra para se cacifar nas paradas ou causar barulho na internet foi levado ao estado da arte nos últimos anos por artistas do K-pop coreano, com o grupo BTS à frente. E logo incorporado como um arsenal obrigatório por um arco que vai dos americanos Justin Bieber e Lady Gaga às brasileiras Anitta e Juliette.

Chromatica [LP]

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O efeito mais notório da nova relação dos artistas com seus fãs é a manipulação — às vezes no mau sentido — dos rankings musicais. Hoje, quando uma canção atinge o topo das paradas, não significa necessariamente que ela é um hit, mas que por trás desse resultado há um artista engajado e um fã-clube muito organizado. O novo single de Juliette, Cansar de Dançar, atingiu na última semana o primeiro lugar das músicas mais vendidas na loja do iTunes em 48 países graças ao esforço dos fãs.

EXÉRCITO - BTS (em show com participação do Coldplay): os seguidores têm até um manual para levar os ídolos ao topo -
EXÉRCITO - BTS (em show com participação do Coldplay): os seguidores têm até um manual para levar os ídolos ao topo – ABC/Getty Images

A estratégia consistiu em pedirem doações por Pix (sim, chegamos ao ponto do sucesso negociado em Pix) de valores entre 1 e 10 reais. Depois, transferiram o dinheiro para pessoas espalhadas em vários países — nem sempre fãs da cantora — para comprar a música dela. A tática fez Juliette alcançar o primeiro lugar de vendas em localidades tão díspares quanto Botsuana e Uzbequistão. Já com Anitta, a tática foi semelhante à utilizada pela americana Taylor Swift. Os fãs organizaram stream parties, movimentos digitais que consistem em incluir uma música em várias playlists e ouvi-la sem parar nos serviços de streaming para ela subir nas paradas. Foi assim que o single Envolver chegou ao primeiro lugar do ranking global do Spotify e também da Billboard.

Born This Way The Tenth Anniversary (3 LP)

Anitta obteve um resultado tão acachapante que, da mesma forma que certo político que muito ela critica nas redes, levantou suspeitas de ter usado robôs para adulterar os números — algo improvável, segundo quem conhece esse mercado. “O artista que consegue controlar seus fãs detém o verdadeiro poder. Quando falamos de Anitta ou Juliette, estamos tratando de pessoas que sabem como usar sua audiência cativa”, analisa Arthur Fitzgibbon, presidente da ONErpm Brasil, plataforma de distribuição digital de música e engajamento de público. “Cada conquista é um troféu para os fãs e a vitória do artista também é dos fãs”, completa.

Que uma base fanática pode ser um patrimônio notável, é um fenômeno que se conhece ao menos desde o advento da beatlemania, nos anos 1960. Agora, contudo, essa relação passa por uma guinada radical. Se antes os fãs se limitavam a ligar nas rádios pedindo músicas ou assediavam artistas nos shows, nos tempos digitais eles se assemelham a um exército de vikings prontos para invadir redes, sites e perfis com fúria, ao mínimo comando de seu líder. Os fãs do BTS chegam ao cúmulo de ter um manual que ensina como tornar uma canção hit mundial. Entre as dicas está a de não tocar a música em sequência para não levantar suspeitas do uso de robôs; em vez disso, recomenda-se criar uma playlist e intercalar a nova canção com faixas de outros álbuns. A regra mais prosaica: não é necessário nem sequer ouvir a música, basta plugar um fone de ouvido e deixar tocando sozinho. É comum também ocorrer parcerias com fã-clubes de outros artistas no exterior, geralmente coordenadas no Twitter e Instagram.

CONTROLE - Taylor Swift mima os fãs na rua: a cantora manda, eles fazem -
CONTROLE - Taylor Swift mima os fãs na rua: a cantora manda, eles fazem – Kevin Mazur/WireImage/Getty Images

As táticas são tão organizadas que os fãs de BTS ganharam o apelido de “Army” (exército), e hoje cada artista tem um nome para chamar seus fãs. Como Juliette é nordestina, seus seguidores se autodenominam Cactos; já os de Lady Gaga são os Little Monsters. O controle do artista sobre suas milícias tornou-se tão grande que Taylor Swift, após uma briga com a ex-gravadora, sentiu-se empoderada para regravar seus álbuns antigos e “desmonetizar” a antiga empregadora — tática que só deu certo porque ela pediu aos fãs que ouvissem só as novas versões, e eles cumpriram a ordem. Após o vazamento do último disco de Lady Gaga, Chromatica, os fãs ouviram as versões piratas, mas depois organizaram stream parties para não prejudicar financeiramente a cantora.

Fãs ajudam, ainda, a lustrar a imagem — ou detonar desafetos das estrelas. As furiosas seguidoras de Justin Bieber se organizaram para atacar Selena Gomez, ex do astro, no Twitter. Em represália, os fãs de Selena fustigaram a modelo Hailey Bieber, atual esposa do cantor. A despeito das brigas, esse poder também é utilizado para o bem. Os fãs de BTS uniram-se para apoiar o movimento Black Lives Matter. E foi graças aos protestos dos fãs que Britney Spears se livrou da opressiva tutela do pai. A máxima atribuída a Napoleão Bonaparte nunca foi tão atual: “Não há soldados ruins e, sim, maus comandantes”.

Ivete Sangalo dá beijão e deixa mão boba em marido após show de aniversário

Ivete Sangalo dá beijão em Daniel Cady após show comemorativo de 50 anos de idade (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)

Ivete Sangalo dá beijão em Daniel Cady após show comemorativo de 50 anos de idade

Ivete Sangalo celebrou 50 anos com estilo fazendo uma apresentação especial em Juazeiro, na Bahia. Ao fim do espetáculo, a cantora baiana tascou um beijão no marido, Daniel Cady, e também abraçou o amado, deixando aquela boa e velha mão boba.

Além de Daniel, estavam presentes os amigos da cantora, seu filho Marcelo subiu no palco para tocar ao lado da mãe e arrasou mais mostrando habilidade nos tambores.

Entre os looks usados na apresentação especial, Ivete apostou em um vestido azul curto avaliado em R$ 27 mil, com brincos de argola e sandália com plumas.

Ivete Sangalo deixa 'mão boba' no marido ao cumprimentá-lo após show de 50 anos (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News) Ivete Sangalo deixa 'mão boba' no marido ao cumprimentá-lo após show de 50 anos

 

Lula e Bolsonaro deixam Ciro falando sozinho e ampliam isolamento do pedetista


Os ataques do presidenciável Ciro Gomes (PDT) a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) têm ficado sem respostas diretas das campanhas rivais, reforçando o isolamento do ex-ministro no momento em que ele busca furar a bolha da polarização e dissipar pressões por desistência.

estratégia de se contrapor a Lula, que levou à debandada de aliados como o deputado federal Túlio Gadêlha (que migrou do PDT para a Rede Sustentabilidade), é vista como ineficaz para a atração de votos até por correligionários, que nos bastidores avaliam que ele tem pesado a mão.

Os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) - Fotos Pedro Ladeira/Folhapress e Reprodução/@Lula no Twitter

O discurso ficou evidente no debate virtual com Gregorio Duvivier, no último dia 20, feito a convite do pedetista em seu canal no YouTube, depois que o humorista o criticou no programa "Greg News" (HBO) e pregou voto em Lula no primeiro turno. O resultado para o pré-candidato foi discutível.

Ciro adotou a linha belicosa contra os favoritos para conquistar votos de eleitores pouco convictos de ambos, que só estão com um dos líderes por rejeição ao nome do outro lado, e dos que rejeitam os dois ou ainda estão indecisos.

Terceiro colocado na corrida, ele teve 7% no Datafolha divulgado na quinta-feira (26) e disse que ainda há tempo para mudanças no quadro. Apesar da distância para Bolsonaro (27%) e Lula (48%), frisou que ampliou sua vantagem em um eventual segundo turno contra o presidente (52% a 36%).

Os dois favoritos têm deixado o ex-ministro falando sozinho por diferentes razões.

O petista até ensaiou uma reprimenda em março de 2021, quando voltou ao xadrez político após a anulação de suas condenações, dizendo que o outrora aliado precisava "se reeducar e aprender a respeitar as pessoas". Depois passou a afirmar que não responderia "às ilações" de Ciro sobre ele.

A cúpula do PT evita rebater acusações e xingamentos pelo motivo óbvio de que isso daria a relevância que o adversário busca em uma disputa protagonizada por Lula e Bolsonaro, mas também para não implodir pontes que podem ser úteis adiante nas negociações partidárias.

Petistas trabalham pelo apoio do PDT já no primeiro turno, derrubando a pré-candidatura do ex-ministro, e dão como certa uma aliança em um eventual segundo turno.

A pressão é feita com o argumento de que a retirada pode antecipar a vitória de Lula, percepção reforçada na quinta após o Datafolha.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, diz que a candidatura própria é irrevogável, mas não fecha portas para o diálogo. Reclama, porém, da abordagem agressiva e alerta que ela pode azedar o clima.

Ciro, por outro lado, descarta qualquer hipótese de reaproximação com o PT.

No caso de Bolsonaro, mais preocupado em antagonizar Lula e alimentar uma onda de voto útil movida pelo antipetismo, há o entendimento de que a demonização da esquerda pega Ciro por tabela e que voltar baterias contra um adversário hoje inexpressivo seria perda de tempo.

Os cálculos envolvem ainda a percepção de que uma fatia do eleitorado do pedetista migrará espontaneamente para Lula, com baixa chance de o atual ocupante do Planalto herdar algo.

Ciro é, segundo a assessoria jurídica da pré-campanha de Bolsonaro, o presidenciável que desfere o maior número de ataques ao mandatário. Falas que incluem termos como "ladrão", "bandido" e "miliciano" poderiam ensejar ações por crime contra a honra ou propaganda eleitoral antecipada.

No entanto, de acordo com a advogada Caroline Lacerda, da equipe que auxilia o PL, o partido vem optando por rejeitar a apresentação de eventuais processos "para não dar palanque para um candidato que não tem a mesma envergadura" que o presidente nas pesquisas.

"A avaliação [do PL] é que é justamente atenção o que ele quer", diz ela. Nesta semana, a sigla de Bolsonaro foi ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra Lula e o PT por propaganda irregular.

Ciro alcançou projeção com a live em que bateu boca com Duvivier, que também é colunista da Folha, e atiçou militâncias nas redes, com repercussão entre quadros partidários e influenciadores.

Uma análise da consultoria Quaest feita a pedido da Folha mostrou, porém, que o sentimento majoritário sobre o presidenciável nas principais plataformas foi negativo, sobretudo em relação ao tom reativo.

No período de 13 dias que compreendeu a exibição do "Greg News" e o debate, o valor negativo das menções bateu 38%, enquanto o neutro ficou em 37% e o positivos foi de 25%. Conforme a Quaest, o político foi citado 51% mais na comparação com a semana anterior ao estudo.

Outro efeito desvantajoso, observa Pedro Bruzzi, da consultoria de análise de mídias sociais Arquimedes, foi que, das 20 postagens mais compartilhadas sobre o assunto no Twitter, apenas uma foi favorável ao pré-candidato —e publicada por seu próprio perfil.

Segundo levantamento inédito da Arquimedes, a maior parte (64%) das interações sobre a live foi ligada a perfis de apoiadores de Lula, sob viés crítico. E uma fatia de 15% foi atrelada a bolsonaristas, que recortaram e difundiram partes da conversa com ataques de Ciro ao ex-presidente.

Os deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Carlos Jordy (PL-RJ), da tropa bolsonarista no Congresso e nas redes, reverberaram trechos.

Foi isso o que levou, por exemplo, o ex-deputado federal Jean Wyllys (PT) a afirmar que o ex-ministro desempenha "o papel deplorável" de "linha auxiliar do fascismo". Após a repercussão majoritariamente negativa, o presidenciável abandonou o tema. Correligionários também se calaram.

O próprio Bolsonaro deixou de lado a postura de desconsiderar Ciro e, recorrendo a um meme, postou uma montagem em que aparece diante de uma TV com uma cena do debate. Para ironizar, estocou seu campo adversário, afirmando na sequência que "a esquerda defende descriminalização das drogas".

Aliado de Ciro, o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) diz que o presidenciável está de olho na "maioria silenciosa" que pode rever as opções declaradas hoje nas pesquisas. A decolagem virá na campanha, prevê ele, quando o pedetista for visto como alternativa a Lula e a Bolsonaro.

"O Ciro não é um torcedor de um ou do outro. Tu não vai elogiar aquele com quem tu disputa, tu vai enfrentar", afirma o parlamentar e presidente do PDT gaúcho.

"Pode-se até dizer que ele carregou demais [nas críticas a Lula]. Tudo o que for exagero não é bom para ninguém, mas dizer coisa que tenha pé, fundamento [é correto]. O que o Ciro tem dito do Lula é menos do que o Bolsonaro diz do Lula. A diferença é que o Ciro tem credibilidade, e o Bolsonaro não tem."

Para a cientista política Deysi Cioccari, a cacofonia reflete a desorientação do discurso do pedetista, que tem dificuldade de delimitar o perfil de seu eleitorado e de formatar sua mensagem.

"O discurso dele está muito truncado e só chega aos eleitores que ele já tem, insuficientes para alavancá-lo", diz.

Ela aponta ainda a contradição entre os ataques ao PT e as boas relações do PDT com o partido de Lula em estados como Ceará e Maranhão. "Ele erra quando faz isso."

A pesquisadora considera que o político desperdiçou a chance de aproveitar a audiência dos seguidores de Duvivier e tentar colher algum dividendo. "Ele se exaltou e perdeu o controle. Ficou atacando o eleitor do Lula. Isso só o isola cada vez mais", comenta Deysi.

Marqueteiro que já coordenou campanhas do PT e do PSOL, Chico Malfitani endossa o diagnóstico, ao dizer que "ninguém consegue no atual cenário ser mais anti-Bolsonaro do que Lula, e vice-versa".

"Ao optar pelo embate direto com os dois, ele acaba se diluindo. Ele é mais um que ataca e, com isso, se iguala ao Bolsonaro e ao Lula. Falta algum diferencial", diz.

Malfitani afirma que, no fim, vale a regra básica da propaganda de que é mais importante despertar o desejo de consumir o seu produto do que atacar o concorrente.

"Não dá para o Ciro agora, depois de uma vida toda à esquerda, querer se viabilizar pela direita. Pela lógica, ele deveria mirar o Bolsonaro."