Header Ads Widget

RÁDIO iTABUNENSE


27 janeiro 2022

A complicada experiência da Fiat de lançar um carro no BBB


O Big Brother Brasil, carro-chefe da Globo em faturamento de publicidade nos últimos anos, serve muitas vezes como reflexo para algumas discussões enfrentadas na sociedade — tanto que já virou caso de polícia algumas vezes e pauta para debates sobre racismo. Porém, além de movimentar a internet, o reality curiosamente também tem refletido um grande problema da economia brasileira atual: a dificuldade da indústria com a crise global de suprimentos.

No ano passado, a Fiat, do grupo Stellantis, — que é anunciante desde a primeira edição do BBB —  buscou inovar e lançar um modelo de carro na casa. O Fiat Pulse teve seu nome escolhido em uma dinâmica com os fãs do programa e fez parte do prêmio oferecido ao vencedor, junto com o 1,5 milhão de reais em dinheiro oferecido pela Globo. O veículo, apresentado em maio, entrou em pré-série em julho e só foi oficialmente lançado em outubro passado — uma demora creditada à escassez mundial de semicondutores, os chips responsáveis por fazer os sistemas de computação operar nos veículos.

Segundo a consultoria americana Auto Forecast Solutions (AFS), mais de 345 mil unidades de veículos deixaram de ser produzidas na cadeia automotiva brasileira no ano passado por causa da crise da cadeia de abastecimento dos chips. Com as paradas de produção e da logística devido à Covid pelo mundo, em especial, na China, seguidas por uma retomada forte da venda de computadores e eletroeletrônicos ainda em 2020, acabou se criando um gargalo de fabricação e transporte do volume de chips necessários para todos esses produtos. Com tantos setores fazendo encomendas ao mesmo tempo, a indústria automotiva ficou para o fim da fila no recebimento dos insumos, já que utiliza em sua grande maioria chips menos avançados e por terem cancelado pedidos no começo da pandemia.

 

A campeã da edição passada do BBB, Juliette Freire, recebeu as chaves e as entregou como um presente para seu irmão, Washington Feitoza, apenas em janeiro, semanas antes de começar uma nova edição do programa. Neste ano, o vencedor do BBB irá levar o mesmo carro para casa. A Fiat também ofertou a SUV como prêmio na primeira prova do líder, vencida pelo ator Douglas Silva.

O lançamento do Pulse está cercado de polêmicas, e rendeu até uma notificação do Procon a empresa. Clientes que fecharam negócio na pré-venda em outubro mas tiveram o carro faturado só em dezembro foram surpreendido com aumento dos preços, tendo o valor do automóvel reajustado em até 4 mil reais. A justificativa da Fiat para o aumento para os clientes é a alta volatilidade do câmbio e as dificuldades no mercado de insumos. Atualmente, o Fiat Pulse varia de preço de 87.990 reais até 123.490 mil reais.

Lula praticamente confirma Alckmin como o seu candidato a vice


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro nesta quarta-feira, 26, que Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, será o candidato a vice na sua chapa para a Presidência da República.

“Uma chapa para presidente depende de dois fatores: eu decidir ser candidato, o que farei entre fevereiro e março; e a ida do Alckmin para um partido que se alie com o PT”, disse em entrevista à CBN Vale.

Não por acaso, a emissora é sediada no Vale do Paraíba, reduto eleitoral de Alckmin – ele nasceu em Pindamonhangaba, quarta maior cidade da região.

Alckmin está na mira de vários partidos, como o PSB, o PSD, o PV e o Solidariedade.

Uma chapa para presidente depende de 2 fatores: eu decidir ser candidato, o que farei entre fevereiro e março, e a ida do Alckmin para um partido que se alie com o PT. Eu, se voltar a governar esse país, é pra fazer mais do que eu fiz. #LulaNaCBNVale

— Lula (@LulaOficial) January 26, 2022

A herança maldita de Olavo de Carvalho para o governo de Jair Bolsonaro


O escritor Olavo de Carvalho, morto na segunda-feira 24, gabava-se de, ainda em 2018, ter sido escolhido o mentor do clã Bolsonaro, mas todas as indicações que fez para o então recém-eleito governo do ex-capitão se transformaram em desgaste e estremecimento de relações políticas, uma verdadeira herança maldita. De suas mãos saíram nomes como os ex-ministros da Educação Ricardo Vélez e Abraham Weintraub, o ex-chanceler Ernesto Araújo e o atual assessor para Assuntos Internacionais da Presidência Filipe G. Martins.

Em comum, todos perderam influência política e acabaram escanteados, seja por embates desnecessários, seja pelo avanço do governo de Jair Bolsonaro rumo aos partidos do Centrão. A poucos meses da eleição em que o presidente tentará conquistar um novo mandato, pouco sobrou da todo-poderosa ala ideológica do bolsonarismo.

Em entrevista a VEJA, Olavo chegou a se declarar como “o segundo governo”, tamanha a influência de que gozava no início da administração bolsonarista, mas o tempo mostrou a dimensão de seu espólio. Ricardo Vélez foi demitido 100 dias após o início da gestão no Ministério da Educação, marcada por crises. O ponto alto da rápida passagem do professor colombiano pelo MEC foi a saraivada de críticas que recebeu ao declarar, em entrevista às Páginas Amarelas de VEJA, que brasileiros agem como “canibais” ao viajar. “Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião, acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”, afirmou Vélez.

O sucessor no posto tampouco foi menos verborrágico. O economista Abraham Weintraub foi demitido 14 meses após a posse no cargo e, enquanto esteve no ministério, contribuiu para elevar a tensão entre o presidente e o Judiciário. Weintraub nunca engoliu decisões judiciais que o desagradavam, como o veto à nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal, e atacou de forma virulenta o Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma reunião com o presidente e ministros em abril de 2020, ele defendeu que juízes do STF acabassem atrás das grades – ou, em suas palavras, “colocava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”. A demissão do segundo ministro da Educação foi resultado da pressão do próprio Supremo, que exigia uma resposta do Palácio do Planalto contra as agressões. Hoje, ele tenta se lançar candidato ao governo de São Paulo – e voltou ao ringue verbal, ainda que agora contra o próprio Bolsonaro.

Outro olavista no primeiro escalão, o ex-ministro Ernesto Araújo, que chegou a defender que o país fosse visto como um “pária internacional”, brigou com parceiros comerciais importantes, como a China, atacou a credibilidade de vacinas contra a Covid e bateu de frente com parlamentares que defendiam a tecnologia 5G chinesa. Em um dos seus arroubos, disse que preferia ver a política externa do Brasil sendo condenada por outras nações a se aliar ao “cinismo interesseiro dos globalistas, dos corruptos e semicorruptos”.

Olavo de Carvalho também ajudou a provocar desgastes para Bolsonaro ao escolher como interlocutor do governo para política externa um de seus alunos, o bacharel em Relações Internacionais Filipe G. Martins. Martins entoava, ao lado de Araújo, loas contra a China, as vacinas e um suposto “marxismo cultural”. Denunciado após simular um gesto interpretado como símbolo da supremacia branca em uma sessão do Senado, hoje vive escanteado no Palácio do Planalto e não participa mais de agendas relevantes com chefes de Estado.

Da família Bolsonaro, quem mais se aproximou de Olavo de Carvalho foi o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Ele manteve encontros com o escritor e com o ex-estrategista de Donald Trump, Steve Bannon, em uma parceria para apoiar o avanço dos conservadores na América e frear “inimigos” como o Foro de São Paulo, que agrega os partidos e organizações de esquerda na região. Às vésperas das eleições, Eduardo perdeu espaço para o irmão Flávio, senador, entre aqueles que atuarão nos planos da campanha à reeleição do presidente.

13 janeiro 2022

Pressionado e temendo desgastes com categorias, Bolsonaro é aconselhado a recuar de reajuste a policiais


Diante da pressão de outras categorias por reajuste salarial, além de ameaça de paralisações, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sido aconselhado por integrantes do Ministério da Economia a recuar do reajuste salarial prometido a policiais no final de 2021.

 Segundo o blog apurou, o ministro Paulo Guedes tem repetido a políticos bolsonaristas, que defendem o reajuste como gesto à categoria que é vista como base do presidente, que não é hora de dar reajuste salarial a ninguém.

Inclusive, ministros do Supremo Tribunal Federal têm conversado com integrantes do governo e avaliado que o reajuste específico, se for adiante, certamente será judicializado e que, diante do avanço da ômicron e de incertezas na economia, "não faz sentido" discutir aumento salarial para servidor público em momento de crise.

O próprio centrão foi contra o reajuste apenas para policiais desde o começo da discussão — mas Bolsonaro pediu a Guedes que arrumasse espaço fiscal para conceder o aumento. O Congresso acabou aprovando um valor de R$ 1,7 bilhão para essa finalidade, que ficou abaixo dos R$ 2,8 bilhões propostos pelo Ministério da Economia. De acordo com a pasta, o aumento salarial para a categoria ocorreu por uma "decisão do presidente da República".

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse ao blog nesta quinta-feira (13) que desde o final de 2021 vem dizendo que, em sua avaliação, seria melhor não dar reajuste a ninguém pois a "confusão era esperada", referindo-se à reação de outras categorias. Mas que a decisão política é do presidente e agora o governo discute uma solução para a questão.

"Não estou me opondo ao reajuste, eu sempre disse que achava melhor não dar reajuste a ninguém. Mas a decisão política foi tomada e agora o governo está discutindo qual a melhor solução".

No fim de 2021, Bolsonaro mandou Guedes centralizar o reajuste na categoria de policiais para fortalecer sua base de apoio de olho em votos para 2022.

No entanto, diante da indefinição a respeito do reajuste, integrantes da polícia federal têm reagido nos bastidores e avisaram ao ministro da Justiça, Anderson Torres, que haverá desgastes para a imagem do presidente junto à corporação se o governo recuar de sua promessa.

Hoje, também está prevista uma reunião do ministro da Economia com o presidente do sindicato nacional dos auditores fiscais da Receita Federal, categoria que também pressiona por reajuste.