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RÁDIO iTABUNENSE


27 janeiro 2022

A complicada experiência da Fiat de lançar um carro no BBB


O Big Brother Brasil, carro-chefe da Globo em faturamento de publicidade nos últimos anos, serve muitas vezes como reflexo para algumas discussões enfrentadas na sociedade — tanto que já virou caso de polícia algumas vezes e pauta para debates sobre racismo. Porém, além de movimentar a internet, o reality curiosamente também tem refletido um grande problema da economia brasileira atual: a dificuldade da indústria com a crise global de suprimentos.

No ano passado, a Fiat, do grupo Stellantis, — que é anunciante desde a primeira edição do BBB —  buscou inovar e lançar um modelo de carro na casa. O Fiat Pulse teve seu nome escolhido em uma dinâmica com os fãs do programa e fez parte do prêmio oferecido ao vencedor, junto com o 1,5 milhão de reais em dinheiro oferecido pela Globo. O veículo, apresentado em maio, entrou em pré-série em julho e só foi oficialmente lançado em outubro passado — uma demora creditada à escassez mundial de semicondutores, os chips responsáveis por fazer os sistemas de computação operar nos veículos.

Segundo a consultoria americana Auto Forecast Solutions (AFS), mais de 345 mil unidades de veículos deixaram de ser produzidas na cadeia automotiva brasileira no ano passado por causa da crise da cadeia de abastecimento dos chips. Com as paradas de produção e da logística devido à Covid pelo mundo, em especial, na China, seguidas por uma retomada forte da venda de computadores e eletroeletrônicos ainda em 2020, acabou se criando um gargalo de fabricação e transporte do volume de chips necessários para todos esses produtos. Com tantos setores fazendo encomendas ao mesmo tempo, a indústria automotiva ficou para o fim da fila no recebimento dos insumos, já que utiliza em sua grande maioria chips menos avançados e por terem cancelado pedidos no começo da pandemia.

 

A campeã da edição passada do BBB, Juliette Freire, recebeu as chaves e as entregou como um presente para seu irmão, Washington Feitoza, apenas em janeiro, semanas antes de começar uma nova edição do programa. Neste ano, o vencedor do BBB irá levar o mesmo carro para casa. A Fiat também ofertou a SUV como prêmio na primeira prova do líder, vencida pelo ator Douglas Silva.

O lançamento do Pulse está cercado de polêmicas, e rendeu até uma notificação do Procon a empresa. Clientes que fecharam negócio na pré-venda em outubro mas tiveram o carro faturado só em dezembro foram surpreendido com aumento dos preços, tendo o valor do automóvel reajustado em até 4 mil reais. A justificativa da Fiat para o aumento para os clientes é a alta volatilidade do câmbio e as dificuldades no mercado de insumos. Atualmente, o Fiat Pulse varia de preço de 87.990 reais até 123.490 mil reais.

Lula praticamente confirma Alckmin como o seu candidato a vice


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro nesta quarta-feira, 26, que Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, será o candidato a vice na sua chapa para a Presidência da República.

“Uma chapa para presidente depende de dois fatores: eu decidir ser candidato, o que farei entre fevereiro e março; e a ida do Alckmin para um partido que se alie com o PT”, disse em entrevista à CBN Vale.

Não por acaso, a emissora é sediada no Vale do Paraíba, reduto eleitoral de Alckmin – ele nasceu em Pindamonhangaba, quarta maior cidade da região.

Alckmin está na mira de vários partidos, como o PSB, o PSD, o PV e o Solidariedade.

Uma chapa para presidente depende de 2 fatores: eu decidir ser candidato, o que farei entre fevereiro e março, e a ida do Alckmin para um partido que se alie com o PT. Eu, se voltar a governar esse país, é pra fazer mais do que eu fiz. #LulaNaCBNVale

— Lula (@LulaOficial) January 26, 2022

A herança maldita de Olavo de Carvalho para o governo de Jair Bolsonaro


O escritor Olavo de Carvalho, morto na segunda-feira 24, gabava-se de, ainda em 2018, ter sido escolhido o mentor do clã Bolsonaro, mas todas as indicações que fez para o então recém-eleito governo do ex-capitão se transformaram em desgaste e estremecimento de relações políticas, uma verdadeira herança maldita. De suas mãos saíram nomes como os ex-ministros da Educação Ricardo Vélez e Abraham Weintraub, o ex-chanceler Ernesto Araújo e o atual assessor para Assuntos Internacionais da Presidência Filipe G. Martins.

Em comum, todos perderam influência política e acabaram escanteados, seja por embates desnecessários, seja pelo avanço do governo de Jair Bolsonaro rumo aos partidos do Centrão. A poucos meses da eleição em que o presidente tentará conquistar um novo mandato, pouco sobrou da todo-poderosa ala ideológica do bolsonarismo.

Em entrevista a VEJA, Olavo chegou a se declarar como “o segundo governo”, tamanha a influência de que gozava no início da administração bolsonarista, mas o tempo mostrou a dimensão de seu espólio. Ricardo Vélez foi demitido 100 dias após o início da gestão no Ministério da Educação, marcada por crises. O ponto alto da rápida passagem do professor colombiano pelo MEC foi a saraivada de críticas que recebeu ao declarar, em entrevista às Páginas Amarelas de VEJA, que brasileiros agem como “canibais” ao viajar. “Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião, acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”, afirmou Vélez.

O sucessor no posto tampouco foi menos verborrágico. O economista Abraham Weintraub foi demitido 14 meses após a posse no cargo e, enquanto esteve no ministério, contribuiu para elevar a tensão entre o presidente e o Judiciário. Weintraub nunca engoliu decisões judiciais que o desagradavam, como o veto à nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal, e atacou de forma virulenta o Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma reunião com o presidente e ministros em abril de 2020, ele defendeu que juízes do STF acabassem atrás das grades – ou, em suas palavras, “colocava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”. A demissão do segundo ministro da Educação foi resultado da pressão do próprio Supremo, que exigia uma resposta do Palácio do Planalto contra as agressões. Hoje, ele tenta se lançar candidato ao governo de São Paulo – e voltou ao ringue verbal, ainda que agora contra o próprio Bolsonaro.

Outro olavista no primeiro escalão, o ex-ministro Ernesto Araújo, que chegou a defender que o país fosse visto como um “pária internacional”, brigou com parceiros comerciais importantes, como a China, atacou a credibilidade de vacinas contra a Covid e bateu de frente com parlamentares que defendiam a tecnologia 5G chinesa. Em um dos seus arroubos, disse que preferia ver a política externa do Brasil sendo condenada por outras nações a se aliar ao “cinismo interesseiro dos globalistas, dos corruptos e semicorruptos”.

Olavo de Carvalho também ajudou a provocar desgastes para Bolsonaro ao escolher como interlocutor do governo para política externa um de seus alunos, o bacharel em Relações Internacionais Filipe G. Martins. Martins entoava, ao lado de Araújo, loas contra a China, as vacinas e um suposto “marxismo cultural”. Denunciado após simular um gesto interpretado como símbolo da supremacia branca em uma sessão do Senado, hoje vive escanteado no Palácio do Planalto e não participa mais de agendas relevantes com chefes de Estado.

Da família Bolsonaro, quem mais se aproximou de Olavo de Carvalho foi o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Ele manteve encontros com o escritor e com o ex-estrategista de Donald Trump, Steve Bannon, em uma parceria para apoiar o avanço dos conservadores na América e frear “inimigos” como o Foro de São Paulo, que agrega os partidos e organizações de esquerda na região. Às vésperas das eleições, Eduardo perdeu espaço para o irmão Flávio, senador, entre aqueles que atuarão nos planos da campanha à reeleição do presidente.

13 janeiro 2022

Pressionado e temendo desgastes com categorias, Bolsonaro é aconselhado a recuar de reajuste a policiais


Diante da pressão de outras categorias por reajuste salarial, além de ameaça de paralisações, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sido aconselhado por integrantes do Ministério da Economia a recuar do reajuste salarial prometido a policiais no final de 2021.

 Segundo o blog apurou, o ministro Paulo Guedes tem repetido a políticos bolsonaristas, que defendem o reajuste como gesto à categoria que é vista como base do presidente, que não é hora de dar reajuste salarial a ninguém.

Inclusive, ministros do Supremo Tribunal Federal têm conversado com integrantes do governo e avaliado que o reajuste específico, se for adiante, certamente será judicializado e que, diante do avanço da ômicron e de incertezas na economia, "não faz sentido" discutir aumento salarial para servidor público em momento de crise.

O próprio centrão foi contra o reajuste apenas para policiais desde o começo da discussão — mas Bolsonaro pediu a Guedes que arrumasse espaço fiscal para conceder o aumento. O Congresso acabou aprovando um valor de R$ 1,7 bilhão para essa finalidade, que ficou abaixo dos R$ 2,8 bilhões propostos pelo Ministério da Economia. De acordo com a pasta, o aumento salarial para a categoria ocorreu por uma "decisão do presidente da República".

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse ao blog nesta quinta-feira (13) que desde o final de 2021 vem dizendo que, em sua avaliação, seria melhor não dar reajuste a ninguém pois a "confusão era esperada", referindo-se à reação de outras categorias. Mas que a decisão política é do presidente e agora o governo discute uma solução para a questão.

"Não estou me opondo ao reajuste, eu sempre disse que achava melhor não dar reajuste a ninguém. Mas a decisão política foi tomada e agora o governo está discutindo qual a melhor solução".

No fim de 2021, Bolsonaro mandou Guedes centralizar o reajuste na categoria de policiais para fortalecer sua base de apoio de olho em votos para 2022.

No entanto, diante da indefinição a respeito do reajuste, integrantes da polícia federal têm reagido nos bastidores e avisaram ao ministro da Justiça, Anderson Torres, que haverá desgastes para a imagem do presidente junto à corporação se o governo recuar de sua promessa.

Hoje, também está prevista uma reunião do ministro da Economia com o presidente do sindicato nacional dos auditores fiscais da Receita Federal, categoria que também pressiona por reajuste.

29 dezembro 2021

Chega a 21 o número de mortos com as chuvas na Bahia


As fortes chuvas que atingem a região sul da Bahia já deixaram 21 mortos até a tarde desta terça-feira, 28, segundo o governo estadual. As autoridades confirmaram a morte de um jovem de 19 anos em Ilhéus. Ele tentou atravessar uma enxurrada durante a noite de segunda-feira, mas acabou se afogando. A chuva continua em alguns dos municípios atingidos, que já registraram mais de cinco vezes o volume de água esperado para essa época do ano.

 O número de feridos permanece em 358. Entre segunda e terça, mais de 30 cidades decretaram situação de emergência, chegando a um total de 136 municípios.

Ao menos 470.000 pessoas foram afetadas de alguma forma, no que é o maior temporal registrado na Bahia desde 1989. Entre eles, quase 80 mil tiveram de deixar suas casas.

 O número de pessoas desabrigadas, que dependem dos alojamentos cedidos pelo poder público, é de 34.163. Já os desalojados, que tiveram de deixar suas casas mas conseguiram hospedagem por conta própria, somam 42.929.

27 dezembro 2021

Em meio a enchentes na Bahia, Bolsonaro viaja para passar Ano Novo em SC


O presidente Jair Bolsonaro viajou nesta segunda-feira para Santa Cantarina, onde deve passar o Ano Novo. Bolsonaro deverá ficar hospedado no Forte Marechal Luz, na cidade de São Francisco do Sul. A viagem ocorre em meio a uma série de temporais na Bahia, que já deixou, até o momento, ao menos 20 mortos e 73 mil desabrigados.

Nesse mês, Bolsonaro já passou sete dias no Guarujá, no litoral de São Paulo. Durante a estadia no local, entre os dias 17 e 23, o presidente foi filmado enquanto dançava funk em uma lancha com apoiadores.

Nesta segunda, Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta de 10h40 e foi para a base aérea de Brasília. A previsão era de que ele fosse de avião até Navegantes (SC) e, de lá, pegasse um helicóptero até São Francisco do Sul. Não está previsto nenhum compromisso oficial na cidade. O retorno está previsto para ocorrer apenas no início de janeiro.

Também não há, até o momento, previsão de ia de Bolsonaro para a Bahia. No dia 12, o presidente foi ao estado para sobrevoar cidades que há haviam sido atingidas por fortes chuvas. Os novos temporais, no entanto, atingiram uma área ainda maior.

O vice-presidente Hamilton Mourão viajou nesta segunda-feira para a Bahia, mas por outro motivo: ele irá passar o Ano Novo na base naval de Aratu, que fica em Salvador. Não há previsão de que ele visite as áreas atingidas pelas chuvas. Mourão deve retornar para Brasília no dia 3 de janeiro.

O que está por trás da baixaria entre Allan dos Santos e Sérgio Camargo


Uma troca de ofensas entre o blogueiro Allan dos Santos e o presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, expôs um novo capítulo de uma crise entre os apoiadores do governo federal. A briga mostra um racha na base ideológica do bolsonarismo: de um lado estão seguidores do escritor Olavo de Carvalho que criticam figuras do governo e, de outro, apoiadores ferrenhos do presidente Jair Bolsonaro.

Camargo entrou na mira de Santos — dono do site conservador Terça Livre, que está foragido da Justiça — após publicar críticas aos olavistas em seu perfil no Twitter. O presidente da Fundação Palmares escreveu que “Jair Bolsonaro seria um autêntico conservador ainda que absolutamente nenhum intelectual jamais tivesse escrito um único parágrafo sobre conservadorismo”, em uma referência a Olavo de Carvalho.

Em seguida, o blogueiro escreveu que Camargo faz parte de “uma horda de anafabetos que, se não estivessem na política, não seriam capazes de ensinar uma única e mísera coisa sequer”, e o criticou por receber salário do governo.

— Sérgio Camargo (@sergiodireita1) December 26, 2021

As ofensas, a partir daí, só aumentaram. Camargo chamou Allan dos Santos de “oportunista fracassado” e o acusou ter inveja e interesses contrariados no governo. Novamente, diminuiu as figuras de Olavo e Santos: “O brasileiro é, majoritariamente, conservador, e nunca leu Olavo de Carvalho. Nem assistiu ao Terça Livre”.

O blogueiro, então, baixou ainda mais o nível da briga, chamando Sérgio Camargo de “moleque de merda” e citando um episódio que supostamente envolveria Camargo: “Nunca levei puta em churrasco de família em Brasília deixando todo mundo desconcertado”, postou.


— Sérgio Camargo (@sergiodireita1) December 27, 2021

Mágoas

A baixaria nas redes sociais ocorre cerca de uma semana após Olavo lançar críticas contra Bolsonaro. O escritor deixou claro que tem mágoas com o presidente ao reclamar que seus amigos foram demitidos do governo e que duvidava que ele tenha lido um livro seu inteiro. “Ele me usou como ‘poster boy’. Me usou para se promover, para se eleger. E, depois disso, não só esqueceu tudo o que dizia, como até os meus amigos que estavam no governo ele tirou”, disse Olavo em uma transmissão na internet.

As críticas de Olavo ao governo se intensificaram ao longo do ano. Em junho, em uma live durante a madrugada, o escritor reclamou da inação de Bolsonaro e chegou a ameaçar o presidente: “Esse pessoal não consegue derrubar o seu governo? Eu derrubo. Continue inativo, continue covarde, eu derrubo.”

Após olavistas perderem espaço no governo, como Abraham Weintraub (ex-ministro da Educação) e Ernesto Araújo (ex-ministro das Relações Internacionais), a briga ameaça atrapalhar os planos eleitorais de Bolsonaro. Um exemplo é o palanque em São Paulo: enquanto o presidente insiste na candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, ao governo estadual, Weintraub segue como pré-candidato e tem apoio do bolsonarismo olavista. Na briga que dividiu a direita na internet, Weintraub se alinhou com os olavistas: “Prof. Olavo traidor? Comunista? Precisa ser destruído? VOCÊS ESTÃO LOUCOS?”

A briga pública entre Camargo e Santos chegou aos assuntos mais comentados do Twitter nesta segunda-feira, 27. Até o início da tarde, mais de 3.000 mensagens sobre o assunto já haviam sido postadas.

04 dezembro 2021

Réveillon no Rio de Janeiro é cancelado, anuncia Paes

 

O anúncio ocorre em meio a divergências entre o governo do estado e a prefeitura. Enquanto a gestão Paes defendia a existência de condições sanitárias para realizar a festa com segurança, o governo Cláudio Castro (PL) já cogitava o cancelamento.

Na justificativa, Paes disse que não teria como organizar a festividade sem receber garantias do estado e que respeita a ciência.

"Tomo a decisão com tristeza mas não temos como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias. Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação", disse.

"Se é esse o comando do Estado (não era isso o que vinha me dizendo o governador), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas", completou.

Se é esse o comando do Estado(não era isso o que vinha me dizendo o governador), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas. 3/3

-- Eduardo Paes (@eduardopaes) December 4, 2021

A prefeitura do Rio planejava realizar celebrações de ano novo em dez palcos em diferentes bairros da cidade, incluindo três em Copacabana.

Paes se diz surpreendido

Visivelmente contrariado, Paes repetiu, em entrevista concedida após reunião com secretários, que tomou a decisão por causa da recomendação do estado. Ele poupou Cláudio Castro de críticas, dizendo que ainda não tinha conversado com o governador depois da manifestação do comitê científico estadual.

"Castro e eu iríamos ver a evolução do quadro nos próximos dias, mas fui surpreendido pela decisão do comitê científico do estado dizendo que representava risco. Se eu tenho um comitê cientifico me dando embasamento, não tenho problema nenhum [em fazer a festa]. Mas se esse comitê entende como risco, vou ficar com a opinião técnica que gere mais restrições", disse.

Paes ainda afirmou que o cancelamento, até o momento, se restringe às festas oficiais que seriam promovidas pela prefeitura. Questionado se seriam permitidas outras festas particulares, como em grandes hotéis do Rio de Janeiro, ele repetiu por diversas vezes que era preciso perguntar para o comitê do estado.

Por fim, ele lamentou o cancelamento e disse que a cidade continua preparada para receber turistas, independente da realização do Réveillon.

"O Réveillon de Copacabana é importante para a simbologia, para a marca Rio de Janeiro", disse. "Com a taxa de transmissão baixa, acho difícil que tenhamos outras medidas restritivas. Os turistas vacinados serão muito bem-vindos ao Rio de Janeiro".

Outras capitais já anunciaram o cancelamento

O anúncio ocorre enquanto a cidade do Rio de Janeiro vive seu melhor momento epidemiológico desde o início da pandemia: há três dias não registra mortes por covid-19, tem seu menor índice de transmissão do vírus e menos de 1% dos testes realizados têm resultado positivo.

Por outro lado, a preocupação com a variante ômicron e a posição de especialistas recomendando cautela têm feito cidades e estados cancelarem festividades para a virada do Ano.

Além do Rio de Janeiro, já cancelaram as comemorações o Distrito Federal e as seguintes capitais: São Paulo, Natal, Recife, Fortaleza, Salvador, São Luís, Teresina, Aracaju, João Pessoa, Cuiabá, Campo Grande, Belém, Palmas, Vitória, Porto Alegre, Macapá, Maceió e Florianópolis.

Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia informaram que já não havia previsão de comemorações no Réveillon.

01 dezembro 2021

Enem 2021: gabarito oficial das provas é divulgado


Os gabaritos oficiais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 já estão disponíveis. As informações divulgadas nesta quarta-feira (1º) valem tanto para a versão impressa quanto para a digital das provas (veja os gabaritos mais abaixo nesta reportagem).

A questão 157 da prova rosa foi anulada. Como adiantou o g1, a questão sobre Copa do Brasil não possuía entre as opções uma resposta correta. O item apareceu na prova azul como questão 138, como 155 da prova cinza e 178 da prova amarela.

O resultado final das provas objetivas e da redação sai apenas em 11 de fevereiro.

Confira os gabaritos:

1º dia - prova azul

— Foto: Reprodução/Inep

— Foto: Reprodução/Inep

1º dia - prova rosa

— Foto: Reprodução/Inep

— Foto: Reprodução/Inep

1º dia - prova branca

— Foto: Reprodução/Inep

— Foto: Reprodução/Inep

1º dia - prova amarela

1º dia - prova laranja (Braile e ledor)

1º dia - prova verde (Libras)

2º dia - prova azul

2º dia - prova rosa

2º dia - prova cinza

2º dia - prova amarela

2º dia - prova laranja (braile e ledor)

2º dia - prova verde (Libras)

O gabarito só permite que o aluno saiba seu número total de acertos.

Isso porque, como a prova é corrigida pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), a nota final não é calculada apenas com base na porcentagem de respostas corretas.

Esse sistema de correção detecta a coerência no desempenho do estudante - ele reconhece o “acerto ao acaso”, ou seja, o “chute”, e atribui uma pontuação menor.

Por isso, no Enem, dois candidatos podem acertar exatamente a mesma quantidade de questões, mas tirar notas bem diferentes.

Um exemplo: se um aluno acertou as 5 questões mais difíceis, mas errou as mais fáceis, provavelmente "chutou" as alternativas. Seu desempenho é considerado incoerente, e a pontuação para cada acerto é reduzida.

Evangélicos serão maioria no Brasil em 10 anos, disse Mendonça, indicado ao STF


André Mendonça, indicado do presidente Jair Bolsonaro a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) e que será sabatinado nesta quarta-feira (1º) pelo Senado, diz ver o Brasil como um "celeiro do povo evangélico no mundo" e entende que o país está em "um processo de conversão" no qual essa corrente religiosa será majoritária em dez anos.

As declarações foram dadas em maio de 2021 em um evento na Igreja Batista Getsêmani, em Minas Gerais, que fez parte de um périplo que o ex-ministro manteve ao longo do mandato em cultos de diferentes denominações evangélicas.

Mendonça, que é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, foi escolhido por Bolsonaro como forma de atender a uma promessa de indicar alguém "terrivelmente evangélico" para uma vaga no tribunal.

"Creio que esse país vai ser o grande celeiro do povo evangélico no mundo. Eu creio nisso. Meus irmãos e minhas irmãs: em dez anos nós já seremos maioria neste país. Em dez anos. Não é porque é um processo de dominação. É um processo de restauração. É um processo de conversão", disse Mendonça, na ocasião.

A fala ocorreu em um contexto em que o ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça abordava atividades de educação religiosa de crianças, ocasião em que mencionou a necessidade de "salvar as futuras gerações" do país.

Ainda sobre o avanço da população evangélica, ele afirmou: "É um processo para dar dignidade ao ser humano. É um processo para reconciliar o homem com o nosso Deus. É um processo, para que... ainda que seja uma brincadeira, dizer que o brasileiro vive de cachaça e pouco coração, o brasileiro vai viver do sangue de Jesus. E do poder do Espírito Santo".

Também afirmou que não há como se "conformar com certas profecias". "Temos que nos indignar com um povo que, por vezes, não anda aos pés do nosso senhor Jesus Cristo."

No histórico do Censo do IBGE, em 1980 os católicos eram 89,9%, e os evangélicos, 6,6% da população brasileira. No mais recente levantamento, de 2010, a proporção estava em 64,6% a 22,2%.

Mendonça aguardou por quase cinco meses o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) pautar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado a sua sabatina, etapa obrigatória para a nomeação ao Supremo.

No período, líderes evangélicos se mobilizaram e pressionaram o congressista para que a tramitação fosse levada adiante.

O ex-ministro, desde antes da indicação ao Supremo, em julho, tem dito que possui compromisso com o Estado laico. Reafirmou isso em seu perfil em uma rede social em setembro, enquanto sua sabatina estava travada no Senado.

Em entrevista à Folha e ao UOL em 2019, quando era ministro da Advocacia-Geral da União, disse que a defesa de alguém terrivelmente evangélico para a corte era apenas "um slogan" do presidente.

Falou que a fé, de qualquer que seja a religião, não pode ser fator de influência em tomadas de decisões no âmbito da atuação profissional. "Há 20 anos tenho essa postura na AGU e não seria diferente fora."

Em suas visitas a igrejas pelo país, temas diversos, como medidas do governo Bolsonaro e sua experiência profissional, também costumam fazer parte de seus discursos.

Em 2019, ministrou palestra, por exemplo, com uma análise sobre "corrupção a partir da teologia".

A crise sanitária decorrente do coronavírus também foi assunto com alguma frequência em suas participações nos encontros religiosos.

Em abril deste ano, época do auge da pandemia no país, Mendonça disse que a situação era uma "calamidade literalmente digna de registros bíblicos" e pediu reflexões, afirmando que é uma doença que "iguala ricos e pobres".

Em maio, em outra igreja, criticou, ao falar da pandemia, quem pensa "que as respostas vêm apenas da ciência". "A grande verdade é que a ciência não é capaz de responder aos inúmeros desafios vivenciados pela nossa sociedade. Muitos ainda querem idolatrar a ciência."

ENTENDA TRAMITAÇÃO DAS INDICAÇÕES NO SENADO

- A avaliação sobre a nomeação é feita pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Para iniciar o processo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deve ler o comunicado da indicação em plenário, o que já foi feito

- A principal etapa na comissão é a realização de uma sabatina do candidato pelos congressistas. Concluída a sabatina, a CCJ prepara um parecer sobre a nomeação e envia a análise ao plenário

- A decisão sobre a indicação é feita em uma sessão plenária da Casa. A aprovação do nome só ocorre se for obtida maioria -ao menos 41 dos 81 senadores

- Depois da aprovação pelo Senado, o presidente pode publicar a nomeação e o escolhido pode tomar posse no tribunal

Padre Fábio de Melo precisa fazer cirurgia após lesão no bíceps


No último domingo (28) o Padre Fábio de Melo precisou fazer uma cirurgia após lesionar o tendão de seu bíceps. Em seu perfil do Instagram, o religioso falou com seus seguidores sobre o assunto, e explicou com alguns detalhes como foi a cirurgia e como ele conseguiu machucar seus músculos.


“Eu tenho tendões que se laceram e um deles foi lacerado. O da cabeça curta do bíceps. Com ele, laceram-se outras coisas, ligaduras que não são corpóreas. Para lacerações físicas, médicos. Para lacerações emocionais, amigos. E quando encontramos os 2 no mesmo rosto? Pois comigo foi assim. Convivi com a laceração parcial durante 20 dias, mas não deu mais”, iniciou Fábio de Melo. “Hoje foi o dia. O que estava por um fio voltou a ser inteiro. Estou repleto de gratidão”, complementou.


Ainda na publicação, Fábio de Melo agradeceu o time de médicos e enfermeiros que cuidaram dele no hospital: “Enfim, a todos os que ajudaram a remendar o padre”, brincou Fábio. O religioso é uma das figuras mais famosas e querida no país, e recentemente ele foi contratado pela emissora Rede Globo para fazer parte do seleto time de artistas do canal.

Com filiação de Bolsonaro, Thammy anuncia saída do PL: 'Já sofri ataques pessoais'

 


Após a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL (Partido Liberal), o vereador de São Paulo Thammy Miranda decidiu sair da legenda. Nesta terça-feira (30), o filho de Gretchen afirmou que o desligamento foi motivado pelas divergências entre os políticos. "Já sofri ataques pessoais", pontuou.

"Com a ida do presidente [Bolsonaro] ao PL, o partido do qual faço parte, estou dando entrada na minha desfiliação, vou sair do partido. Temos ideias diferentes, além de que já sofri ataques pessoais de membros da família do presidente, inclusive contra meu filho, quando ainda era recém-nascido", destacou Miranda em um vídeo publicado no Instagram.

No relato, o vereador disse que não entrou na vida pública para atacar ninguém. "Não entrei para lutar contra políticos e sim para lutar pela nossa gente. Vou seguir fazendo o meu trabalho, pelo qual fui eleito, sem me preocupar com o partido, mas de olho no que as pessoas precisam", complementou.

Em 2020, Eduardo Bolsonaro criticou uma campanha publicitária estrelada por Thammy para o Dia dos Pais. "Mulher como garoto-propaganda do Dia dos Pais, depois homem para o Dia das Mães. E quem falar o contrário, já sabe, né? É gado, é pessoa raivosa, discurso do ódio e fake news. Assim vão te calando e empurrando goela abaixo uma conduta totalmente atípica para padrões brasileiros", escreveu o deputado federal nas redes sociais.

Na manhã desta terça-feira, Bolsonaro se filiou ao PL. O presidente venceu o pleito de 2018 pelo PSL (Partido Social Liberal), mas deixou a sigla em 2019, após divergências com a liderança do partido. O político tentou fundar a própria legenda, a Aliança Pelo Brasil, mas o projeto não saiu do papel.

"Não estamos aqui lançando ninguém a cargo nenhum. Um evento simples, mas de muita importância, que é a passagem para que possamos pleitear algo lá na frente", disse Bolsonaro durante a cerimônia de filiação. Além do presidente, também se filiaram ao PL o senador Flavio Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

26 novembro 2021

Tê-los ou comê-los? Coreia do Sul discute proibir carne de cachorro


Todo dia é dia de “Batatinha frita, um dois, três…”, o jogo cruel da série Squid Game, para cães criados como comida num arco de países asiáticos – incluindo as duas Coreias, China e Vietnã.

As tentativas de acabar com o hábito esbarram em resistências culturais, especialmente dos mais velhos, habituados a gostar de bosintang, a sopa de carne de cachorro, nos quais enxergam qualidades culinárias e propriedades restaurativas, especialmente no verão.

Para jovens sul-coreanos, muitas vezes vestidos como os ídolos do BTS, carne de cachorro causa tanta rejeição quanto aos brasileiros urbanos que descobrem o gosto por churrasco de bicho-preguiça ou ensopado de tatu em regiões de vida selvagem farta.

Os pratos com carne de cachorro, sem falar nas condições atrozes em que os animais são criados, também provocam constrangimento social, tanto na Coreia do Sul quanto na China, países que querem ser conhecidos pelos avanços tecnológicos e não por hábitos estranhos no mundo ocidental.

“Não teria chegado a hora de considerar prudentemente a proibição ao consumo de carne de cachorro?”, perguntou, cheio de dedos, Moon Jae In, o presidente de centro-esquerda que vive fazendo gestos não correspondidos de abertura para a Coreia do Norte – seus pais vieram de lá e ele teve uma infância muito pobre.

Moon criou uma força-tarefa para cuidar do assunto – e não parece ser um jeito de simplesmente camuflá-lo.

Com o desenvolvimento da Coreia do Sul, que nas últimas décadas chegou a 32 mil dólares per capita, cães acabaram virando pets, não apenas animais de companhia, mas símbolos de status. Um fenômeno semelhante aconteceu na China, onde o governo tem uma capacidade maior ainda de intervenção na vida dos cidadãos, mas ainda não conseguiu eliminar os cachorros do cardápio (e se a algum incauto for oferecido um prato chamado “O Tigre e o Dragão”, saiba que é uma sopa feita com carne de gato e de cobra).

“A Coreia do Sul é o único país desenvolvido do mundo onde se come carne de cachorro, algo que prejudica nossa imagem internacional”, espeta Lee Won Bok, diretor da Associação Coreana de Proteção dos Animais.

“Mesmo que o BTS e o Squid Game estejam em primeiro lugar no mundo, os estrangeiros ainda associam a Coreia do Sul à carne de cachorro e à Guerra da Coreia”.

O maior mercado de carne de cachorro de Seul fechou no começo do ano. Existem cerca de cem restaurantes na cidade onde a sopa canina ainda é servida. Segundo uma pesquisa do ano passado, 84% dos sul-coreanos nunca comeram o prato e 60% são a favor do fim desse comércio.

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Forçar a mudança de hábitos culturais, mesmo quando não são mais majoritários, pode provocar o efeito oposto.

A Covid-19 impulsionou a proibição do consumo de animais silvestres na China, mas ele está muito longe de ter sido eliminado.

Durante o longo reinado de Mao Tsé Tung, os cães foram sistematicamente eliminados como pragas que consumiam recursos racionados e espalhavam doenças (também lançou a campanha das Quatro Pestes, ratos, moscas, pernilongos e pardais, que resultou em grave desequilíbrio ecológico, num sinal de que nem um tirano formidável como ele podia dominar a natureza).

Ter cachorros, como ter filhos, virou um símbolo de status com a abertura da economia e a ascensão à classe média de centenas de milhões de chineses. A licença para ter cachorros custa caro, mas é claro que não faltam influencers caninos, cães que fazem sucesso nas redes sociais, como Sylar, o simpático border colllie que virou uma estrela do mundo digital e hoje tem uma casa com hidro e piscina avaliada em 500 mil dólares – seu dono ficou milionário com ele e abriu uma negócio de rações e brinquedos.

De brincadeira, é possível dizer que os cães domesticaram os humanos há cerca de dez mil anos, colocando-os a seu serviço para obter abrigo, comida e carinho. Comê-los, fora da região asiática onde são iguaria, só em casos extremos de fome, quando o tabu contra  ingerir carnívoros é suplantado pela lei da sobrevivência.

Longe dos olhos do público sensível aos pets, cães são utilizados em pesquisas de laboratório onde duas necessidades se confrontam: conhecer melhor doenças que nos afligem e os remédios para combatê-las e causar o menor sofrimento possível aos animais através dos quais podemos fazer isso.

Nada, por exemplo, abalou tanto o prestígio de Anthony Fauci, o virologista americano que se transformou em inimigo predileto dos conservadores, pelos argumentos, às vezes cambiantes, em favor de medidas restritivas na pandemia, quanto a divulgação de que seu instituto financiou pesquisas em que beagles eram cruelmente picados pelo mosquito que causa a leishmaniose.

Os exageros foram desmentidos, mas não a natureza da pesquisa.

Defensores mais apaixonados dos direitos dos animais contestam não apenas esse tipo de pesquisa, mas até que pets, mesmo bem tratados, sejam mantidos para o prazer de seus donos. Perdão, tutores.

Se tê-los é discutível, imaginem comê-los.