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RÁDIO iTABUNENSE


29 dezembro 2021

Chega a 21 o número de mortos com as chuvas na Bahia


As fortes chuvas que atingem a região sul da Bahia já deixaram 21 mortos até a tarde desta terça-feira, 28, segundo o governo estadual. As autoridades confirmaram a morte de um jovem de 19 anos em Ilhéus. Ele tentou atravessar uma enxurrada durante a noite de segunda-feira, mas acabou se afogando. A chuva continua em alguns dos municípios atingidos, que já registraram mais de cinco vezes o volume de água esperado para essa época do ano.

 O número de feridos permanece em 358. Entre segunda e terça, mais de 30 cidades decretaram situação de emergência, chegando a um total de 136 municípios.

Ao menos 470.000 pessoas foram afetadas de alguma forma, no que é o maior temporal registrado na Bahia desde 1989. Entre eles, quase 80 mil tiveram de deixar suas casas.

 O número de pessoas desabrigadas, que dependem dos alojamentos cedidos pelo poder público, é de 34.163. Já os desalojados, que tiveram de deixar suas casas mas conseguiram hospedagem por conta própria, somam 42.929.

27 dezembro 2021

Em meio a enchentes na Bahia, Bolsonaro viaja para passar Ano Novo em SC


O presidente Jair Bolsonaro viajou nesta segunda-feira para Santa Cantarina, onde deve passar o Ano Novo. Bolsonaro deverá ficar hospedado no Forte Marechal Luz, na cidade de São Francisco do Sul. A viagem ocorre em meio a uma série de temporais na Bahia, que já deixou, até o momento, ao menos 20 mortos e 73 mil desabrigados.

Nesse mês, Bolsonaro já passou sete dias no Guarujá, no litoral de São Paulo. Durante a estadia no local, entre os dias 17 e 23, o presidente foi filmado enquanto dançava funk em uma lancha com apoiadores.

Nesta segunda, Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta de 10h40 e foi para a base aérea de Brasília. A previsão era de que ele fosse de avião até Navegantes (SC) e, de lá, pegasse um helicóptero até São Francisco do Sul. Não está previsto nenhum compromisso oficial na cidade. O retorno está previsto para ocorrer apenas no início de janeiro.

Também não há, até o momento, previsão de ia de Bolsonaro para a Bahia. No dia 12, o presidente foi ao estado para sobrevoar cidades que há haviam sido atingidas por fortes chuvas. Os novos temporais, no entanto, atingiram uma área ainda maior.

O vice-presidente Hamilton Mourão viajou nesta segunda-feira para a Bahia, mas por outro motivo: ele irá passar o Ano Novo na base naval de Aratu, que fica em Salvador. Não há previsão de que ele visite as áreas atingidas pelas chuvas. Mourão deve retornar para Brasília no dia 3 de janeiro.

O que está por trás da baixaria entre Allan dos Santos e Sérgio Camargo


Uma troca de ofensas entre o blogueiro Allan dos Santos e o presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, expôs um novo capítulo de uma crise entre os apoiadores do governo federal. A briga mostra um racha na base ideológica do bolsonarismo: de um lado estão seguidores do escritor Olavo de Carvalho que criticam figuras do governo e, de outro, apoiadores ferrenhos do presidente Jair Bolsonaro.

Camargo entrou na mira de Santos — dono do site conservador Terça Livre, que está foragido da Justiça — após publicar críticas aos olavistas em seu perfil no Twitter. O presidente da Fundação Palmares escreveu que “Jair Bolsonaro seria um autêntico conservador ainda que absolutamente nenhum intelectual jamais tivesse escrito um único parágrafo sobre conservadorismo”, em uma referência a Olavo de Carvalho.

Em seguida, o blogueiro escreveu que Camargo faz parte de “uma horda de anafabetos que, se não estivessem na política, não seriam capazes de ensinar uma única e mísera coisa sequer”, e o criticou por receber salário do governo.

— Sérgio Camargo (@sergiodireita1) December 26, 2021

As ofensas, a partir daí, só aumentaram. Camargo chamou Allan dos Santos de “oportunista fracassado” e o acusou ter inveja e interesses contrariados no governo. Novamente, diminuiu as figuras de Olavo e Santos: “O brasileiro é, majoritariamente, conservador, e nunca leu Olavo de Carvalho. Nem assistiu ao Terça Livre”.

O blogueiro, então, baixou ainda mais o nível da briga, chamando Sérgio Camargo de “moleque de merda” e citando um episódio que supostamente envolveria Camargo: “Nunca levei puta em churrasco de família em Brasília deixando todo mundo desconcertado”, postou.


— Sérgio Camargo (@sergiodireita1) December 27, 2021

Mágoas

A baixaria nas redes sociais ocorre cerca de uma semana após Olavo lançar críticas contra Bolsonaro. O escritor deixou claro que tem mágoas com o presidente ao reclamar que seus amigos foram demitidos do governo e que duvidava que ele tenha lido um livro seu inteiro. “Ele me usou como ‘poster boy’. Me usou para se promover, para se eleger. E, depois disso, não só esqueceu tudo o que dizia, como até os meus amigos que estavam no governo ele tirou”, disse Olavo em uma transmissão na internet.

As críticas de Olavo ao governo se intensificaram ao longo do ano. Em junho, em uma live durante a madrugada, o escritor reclamou da inação de Bolsonaro e chegou a ameaçar o presidente: “Esse pessoal não consegue derrubar o seu governo? Eu derrubo. Continue inativo, continue covarde, eu derrubo.”

Após olavistas perderem espaço no governo, como Abraham Weintraub (ex-ministro da Educação) e Ernesto Araújo (ex-ministro das Relações Internacionais), a briga ameaça atrapalhar os planos eleitorais de Bolsonaro. Um exemplo é o palanque em São Paulo: enquanto o presidente insiste na candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, ao governo estadual, Weintraub segue como pré-candidato e tem apoio do bolsonarismo olavista. Na briga que dividiu a direita na internet, Weintraub se alinhou com os olavistas: “Prof. Olavo traidor? Comunista? Precisa ser destruído? VOCÊS ESTÃO LOUCOS?”

A briga pública entre Camargo e Santos chegou aos assuntos mais comentados do Twitter nesta segunda-feira, 27. Até o início da tarde, mais de 3.000 mensagens sobre o assunto já haviam sido postadas.

04 dezembro 2021

Réveillon no Rio de Janeiro é cancelado, anuncia Paes

 

O anúncio ocorre em meio a divergências entre o governo do estado e a prefeitura. Enquanto a gestão Paes defendia a existência de condições sanitárias para realizar a festa com segurança, o governo Cláudio Castro (PL) já cogitava o cancelamento.

Na justificativa, Paes disse que não teria como organizar a festividade sem receber garantias do estado e que respeita a ciência.

"Tomo a decisão com tristeza mas não temos como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias. Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação", disse.

"Se é esse o comando do Estado (não era isso o que vinha me dizendo o governador), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas", completou.

Se é esse o comando do Estado(não era isso o que vinha me dizendo o governador), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas. 3/3

-- Eduardo Paes (@eduardopaes) December 4, 2021

A prefeitura do Rio planejava realizar celebrações de ano novo em dez palcos em diferentes bairros da cidade, incluindo três em Copacabana.

Paes se diz surpreendido

Visivelmente contrariado, Paes repetiu, em entrevista concedida após reunião com secretários, que tomou a decisão por causa da recomendação do estado. Ele poupou Cláudio Castro de críticas, dizendo que ainda não tinha conversado com o governador depois da manifestação do comitê científico estadual.

"Castro e eu iríamos ver a evolução do quadro nos próximos dias, mas fui surpreendido pela decisão do comitê científico do estado dizendo que representava risco. Se eu tenho um comitê cientifico me dando embasamento, não tenho problema nenhum [em fazer a festa]. Mas se esse comitê entende como risco, vou ficar com a opinião técnica que gere mais restrições", disse.

Paes ainda afirmou que o cancelamento, até o momento, se restringe às festas oficiais que seriam promovidas pela prefeitura. Questionado se seriam permitidas outras festas particulares, como em grandes hotéis do Rio de Janeiro, ele repetiu por diversas vezes que era preciso perguntar para o comitê do estado.

Por fim, ele lamentou o cancelamento e disse que a cidade continua preparada para receber turistas, independente da realização do Réveillon.

"O Réveillon de Copacabana é importante para a simbologia, para a marca Rio de Janeiro", disse. "Com a taxa de transmissão baixa, acho difícil que tenhamos outras medidas restritivas. Os turistas vacinados serão muito bem-vindos ao Rio de Janeiro".

Outras capitais já anunciaram o cancelamento

O anúncio ocorre enquanto a cidade do Rio de Janeiro vive seu melhor momento epidemiológico desde o início da pandemia: há três dias não registra mortes por covid-19, tem seu menor índice de transmissão do vírus e menos de 1% dos testes realizados têm resultado positivo.

Por outro lado, a preocupação com a variante ômicron e a posição de especialistas recomendando cautela têm feito cidades e estados cancelarem festividades para a virada do Ano.

Além do Rio de Janeiro, já cancelaram as comemorações o Distrito Federal e as seguintes capitais: São Paulo, Natal, Recife, Fortaleza, Salvador, São Luís, Teresina, Aracaju, João Pessoa, Cuiabá, Campo Grande, Belém, Palmas, Vitória, Porto Alegre, Macapá, Maceió e Florianópolis.

Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia informaram que já não havia previsão de comemorações no Réveillon.

01 dezembro 2021

Enem 2021: gabarito oficial das provas é divulgado


Os gabaritos oficiais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 já estão disponíveis. As informações divulgadas nesta quarta-feira (1º) valem tanto para a versão impressa quanto para a digital das provas (veja os gabaritos mais abaixo nesta reportagem).

A questão 157 da prova rosa foi anulada. Como adiantou o g1, a questão sobre Copa do Brasil não possuía entre as opções uma resposta correta. O item apareceu na prova azul como questão 138, como 155 da prova cinza e 178 da prova amarela.

O resultado final das provas objetivas e da redação sai apenas em 11 de fevereiro.

Confira os gabaritos:

1º dia - prova azul

— Foto: Reprodução/Inep

— Foto: Reprodução/Inep

1º dia - prova rosa

— Foto: Reprodução/Inep

— Foto: Reprodução/Inep

1º dia - prova branca

— Foto: Reprodução/Inep

— Foto: Reprodução/Inep

1º dia - prova amarela

1º dia - prova laranja (Braile e ledor)

1º dia - prova verde (Libras)

2º dia - prova azul

2º dia - prova rosa

2º dia - prova cinza

2º dia - prova amarela

2º dia - prova laranja (braile e ledor)

2º dia - prova verde (Libras)

O gabarito só permite que o aluno saiba seu número total de acertos.

Isso porque, como a prova é corrigida pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), a nota final não é calculada apenas com base na porcentagem de respostas corretas.

Esse sistema de correção detecta a coerência no desempenho do estudante - ele reconhece o “acerto ao acaso”, ou seja, o “chute”, e atribui uma pontuação menor.

Por isso, no Enem, dois candidatos podem acertar exatamente a mesma quantidade de questões, mas tirar notas bem diferentes.

Um exemplo: se um aluno acertou as 5 questões mais difíceis, mas errou as mais fáceis, provavelmente "chutou" as alternativas. Seu desempenho é considerado incoerente, e a pontuação para cada acerto é reduzida.

Evangélicos serão maioria no Brasil em 10 anos, disse Mendonça, indicado ao STF


André Mendonça, indicado do presidente Jair Bolsonaro a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) e que será sabatinado nesta quarta-feira (1º) pelo Senado, diz ver o Brasil como um "celeiro do povo evangélico no mundo" e entende que o país está em "um processo de conversão" no qual essa corrente religiosa será majoritária em dez anos.

As declarações foram dadas em maio de 2021 em um evento na Igreja Batista Getsêmani, em Minas Gerais, que fez parte de um périplo que o ex-ministro manteve ao longo do mandato em cultos de diferentes denominações evangélicas.

Mendonça, que é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, foi escolhido por Bolsonaro como forma de atender a uma promessa de indicar alguém "terrivelmente evangélico" para uma vaga no tribunal.

"Creio que esse país vai ser o grande celeiro do povo evangélico no mundo. Eu creio nisso. Meus irmãos e minhas irmãs: em dez anos nós já seremos maioria neste país. Em dez anos. Não é porque é um processo de dominação. É um processo de restauração. É um processo de conversão", disse Mendonça, na ocasião.

A fala ocorreu em um contexto em que o ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça abordava atividades de educação religiosa de crianças, ocasião em que mencionou a necessidade de "salvar as futuras gerações" do país.

Ainda sobre o avanço da população evangélica, ele afirmou: "É um processo para dar dignidade ao ser humano. É um processo para reconciliar o homem com o nosso Deus. É um processo, para que... ainda que seja uma brincadeira, dizer que o brasileiro vive de cachaça e pouco coração, o brasileiro vai viver do sangue de Jesus. E do poder do Espírito Santo".

Também afirmou que não há como se "conformar com certas profecias". "Temos que nos indignar com um povo que, por vezes, não anda aos pés do nosso senhor Jesus Cristo."

No histórico do Censo do IBGE, em 1980 os católicos eram 89,9%, e os evangélicos, 6,6% da população brasileira. No mais recente levantamento, de 2010, a proporção estava em 64,6% a 22,2%.

Mendonça aguardou por quase cinco meses o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) pautar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado a sua sabatina, etapa obrigatória para a nomeação ao Supremo.

No período, líderes evangélicos se mobilizaram e pressionaram o congressista para que a tramitação fosse levada adiante.

O ex-ministro, desde antes da indicação ao Supremo, em julho, tem dito que possui compromisso com o Estado laico. Reafirmou isso em seu perfil em uma rede social em setembro, enquanto sua sabatina estava travada no Senado.

Em entrevista à Folha e ao UOL em 2019, quando era ministro da Advocacia-Geral da União, disse que a defesa de alguém terrivelmente evangélico para a corte era apenas "um slogan" do presidente.

Falou que a fé, de qualquer que seja a religião, não pode ser fator de influência em tomadas de decisões no âmbito da atuação profissional. "Há 20 anos tenho essa postura na AGU e não seria diferente fora."

Em suas visitas a igrejas pelo país, temas diversos, como medidas do governo Bolsonaro e sua experiência profissional, também costumam fazer parte de seus discursos.

Em 2019, ministrou palestra, por exemplo, com uma análise sobre "corrupção a partir da teologia".

A crise sanitária decorrente do coronavírus também foi assunto com alguma frequência em suas participações nos encontros religiosos.

Em abril deste ano, época do auge da pandemia no país, Mendonça disse que a situação era uma "calamidade literalmente digna de registros bíblicos" e pediu reflexões, afirmando que é uma doença que "iguala ricos e pobres".

Em maio, em outra igreja, criticou, ao falar da pandemia, quem pensa "que as respostas vêm apenas da ciência". "A grande verdade é que a ciência não é capaz de responder aos inúmeros desafios vivenciados pela nossa sociedade. Muitos ainda querem idolatrar a ciência."

ENTENDA TRAMITAÇÃO DAS INDICAÇÕES NO SENADO

- A avaliação sobre a nomeação é feita pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Para iniciar o processo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deve ler o comunicado da indicação em plenário, o que já foi feito

- A principal etapa na comissão é a realização de uma sabatina do candidato pelos congressistas. Concluída a sabatina, a CCJ prepara um parecer sobre a nomeação e envia a análise ao plenário

- A decisão sobre a indicação é feita em uma sessão plenária da Casa. A aprovação do nome só ocorre se for obtida maioria -ao menos 41 dos 81 senadores

- Depois da aprovação pelo Senado, o presidente pode publicar a nomeação e o escolhido pode tomar posse no tribunal

Padre Fábio de Melo precisa fazer cirurgia após lesão no bíceps


No último domingo (28) o Padre Fábio de Melo precisou fazer uma cirurgia após lesionar o tendão de seu bíceps. Em seu perfil do Instagram, o religioso falou com seus seguidores sobre o assunto, e explicou com alguns detalhes como foi a cirurgia e como ele conseguiu machucar seus músculos.


“Eu tenho tendões que se laceram e um deles foi lacerado. O da cabeça curta do bíceps. Com ele, laceram-se outras coisas, ligaduras que não são corpóreas. Para lacerações físicas, médicos. Para lacerações emocionais, amigos. E quando encontramos os 2 no mesmo rosto? Pois comigo foi assim. Convivi com a laceração parcial durante 20 dias, mas não deu mais”, iniciou Fábio de Melo. “Hoje foi o dia. O que estava por um fio voltou a ser inteiro. Estou repleto de gratidão”, complementou.


Ainda na publicação, Fábio de Melo agradeceu o time de médicos e enfermeiros que cuidaram dele no hospital: “Enfim, a todos os que ajudaram a remendar o padre”, brincou Fábio. O religioso é uma das figuras mais famosas e querida no país, e recentemente ele foi contratado pela emissora Rede Globo para fazer parte do seleto time de artistas do canal.

Com filiação de Bolsonaro, Thammy anuncia saída do PL: 'Já sofri ataques pessoais'

 


Após a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL (Partido Liberal), o vereador de São Paulo Thammy Miranda decidiu sair da legenda. Nesta terça-feira (30), o filho de Gretchen afirmou que o desligamento foi motivado pelas divergências entre os políticos. "Já sofri ataques pessoais", pontuou.

"Com a ida do presidente [Bolsonaro] ao PL, o partido do qual faço parte, estou dando entrada na minha desfiliação, vou sair do partido. Temos ideias diferentes, além de que já sofri ataques pessoais de membros da família do presidente, inclusive contra meu filho, quando ainda era recém-nascido", destacou Miranda em um vídeo publicado no Instagram.

No relato, o vereador disse que não entrou na vida pública para atacar ninguém. "Não entrei para lutar contra políticos e sim para lutar pela nossa gente. Vou seguir fazendo o meu trabalho, pelo qual fui eleito, sem me preocupar com o partido, mas de olho no que as pessoas precisam", complementou.

Em 2020, Eduardo Bolsonaro criticou uma campanha publicitária estrelada por Thammy para o Dia dos Pais. "Mulher como garoto-propaganda do Dia dos Pais, depois homem para o Dia das Mães. E quem falar o contrário, já sabe, né? É gado, é pessoa raivosa, discurso do ódio e fake news. Assim vão te calando e empurrando goela abaixo uma conduta totalmente atípica para padrões brasileiros", escreveu o deputado federal nas redes sociais.

Na manhã desta terça-feira, Bolsonaro se filiou ao PL. O presidente venceu o pleito de 2018 pelo PSL (Partido Social Liberal), mas deixou a sigla em 2019, após divergências com a liderança do partido. O político tentou fundar a própria legenda, a Aliança Pelo Brasil, mas o projeto não saiu do papel.

"Não estamos aqui lançando ninguém a cargo nenhum. Um evento simples, mas de muita importância, que é a passagem para que possamos pleitear algo lá na frente", disse Bolsonaro durante a cerimônia de filiação. Além do presidente, também se filiaram ao PL o senador Flavio Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

26 novembro 2021

Tê-los ou comê-los? Coreia do Sul discute proibir carne de cachorro


Todo dia é dia de “Batatinha frita, um dois, três…”, o jogo cruel da série Squid Game, para cães criados como comida num arco de países asiáticos – incluindo as duas Coreias, China e Vietnã.

As tentativas de acabar com o hábito esbarram em resistências culturais, especialmente dos mais velhos, habituados a gostar de bosintang, a sopa de carne de cachorro, nos quais enxergam qualidades culinárias e propriedades restaurativas, especialmente no verão.

Para jovens sul-coreanos, muitas vezes vestidos como os ídolos do BTS, carne de cachorro causa tanta rejeição quanto aos brasileiros urbanos que descobrem o gosto por churrasco de bicho-preguiça ou ensopado de tatu em regiões de vida selvagem farta.

Os pratos com carne de cachorro, sem falar nas condições atrozes em que os animais são criados, também provocam constrangimento social, tanto na Coreia do Sul quanto na China, países que querem ser conhecidos pelos avanços tecnológicos e não por hábitos estranhos no mundo ocidental.

“Não teria chegado a hora de considerar prudentemente a proibição ao consumo de carne de cachorro?”, perguntou, cheio de dedos, Moon Jae In, o presidente de centro-esquerda que vive fazendo gestos não correspondidos de abertura para a Coreia do Norte – seus pais vieram de lá e ele teve uma infância muito pobre.

Moon criou uma força-tarefa para cuidar do assunto – e não parece ser um jeito de simplesmente camuflá-lo.

Com o desenvolvimento da Coreia do Sul, que nas últimas décadas chegou a 32 mil dólares per capita, cães acabaram virando pets, não apenas animais de companhia, mas símbolos de status. Um fenômeno semelhante aconteceu na China, onde o governo tem uma capacidade maior ainda de intervenção na vida dos cidadãos, mas ainda não conseguiu eliminar os cachorros do cardápio (e se a algum incauto for oferecido um prato chamado “O Tigre e o Dragão”, saiba que é uma sopa feita com carne de gato e de cobra).

“A Coreia do Sul é o único país desenvolvido do mundo onde se come carne de cachorro, algo que prejudica nossa imagem internacional”, espeta Lee Won Bok, diretor da Associação Coreana de Proteção dos Animais.

“Mesmo que o BTS e o Squid Game estejam em primeiro lugar no mundo, os estrangeiros ainda associam a Coreia do Sul à carne de cachorro e à Guerra da Coreia”.

O maior mercado de carne de cachorro de Seul fechou no começo do ano. Existem cerca de cem restaurantes na cidade onde a sopa canina ainda é servida. Segundo uma pesquisa do ano passado, 84% dos sul-coreanos nunca comeram o prato e 60% são a favor do fim desse comércio.

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Forçar a mudança de hábitos culturais, mesmo quando não são mais majoritários, pode provocar o efeito oposto.

A Covid-19 impulsionou a proibição do consumo de animais silvestres na China, mas ele está muito longe de ter sido eliminado.

Durante o longo reinado de Mao Tsé Tung, os cães foram sistematicamente eliminados como pragas que consumiam recursos racionados e espalhavam doenças (também lançou a campanha das Quatro Pestes, ratos, moscas, pernilongos e pardais, que resultou em grave desequilíbrio ecológico, num sinal de que nem um tirano formidável como ele podia dominar a natureza).

Ter cachorros, como ter filhos, virou um símbolo de status com a abertura da economia e a ascensão à classe média de centenas de milhões de chineses. A licença para ter cachorros custa caro, mas é claro que não faltam influencers caninos, cães que fazem sucesso nas redes sociais, como Sylar, o simpático border colllie que virou uma estrela do mundo digital e hoje tem uma casa com hidro e piscina avaliada em 500 mil dólares – seu dono ficou milionário com ele e abriu uma negócio de rações e brinquedos.

De brincadeira, é possível dizer que os cães domesticaram os humanos há cerca de dez mil anos, colocando-os a seu serviço para obter abrigo, comida e carinho. Comê-los, fora da região asiática onde são iguaria, só em casos extremos de fome, quando o tabu contra  ingerir carnívoros é suplantado pela lei da sobrevivência.

Longe dos olhos do público sensível aos pets, cães são utilizados em pesquisas de laboratório onde duas necessidades se confrontam: conhecer melhor doenças que nos afligem e os remédios para combatê-las e causar o menor sofrimento possível aos animais através dos quais podemos fazer isso.

Nada, por exemplo, abalou tanto o prestígio de Anthony Fauci, o virologista americano que se transformou em inimigo predileto dos conservadores, pelos argumentos, às vezes cambiantes, em favor de medidas restritivas na pandemia, quanto a divulgação de que seu instituto financiou pesquisas em que beagles eram cruelmente picados pelo mosquito que causa a leishmaniose.

Os exageros foram desmentidos, mas não a natureza da pesquisa.

Defensores mais apaixonados dos direitos dos animais contestam não apenas esse tipo de pesquisa, mas até que pets, mesmo bem tratados, sejam mantidos para o prazer de seus donos. Perdão, tutores.

Se tê-los é discutível, imaginem comê-los.

Alta dos preços da gasolina agrava a delicada situação econômica do país


Em meio aos fenômenos comportamentais descritos pela psicologia, existe um que trata de uma incômoda sensação de volta ao passado. É o chamado efeito de déjà-vu, em que elementos do cotidiano, lembranças e sensações dão a impressão de remeter a situações que já foram vivenciadas anteriormente. Nos últimos meses, a economia brasileira foi tomada por vários episódios que trouxeram de volta experiências que mereciam ficar esquecidas. O último e mais assustador desses fantasmas despontou em setembro e se instalou nas bombas de combustíveis, com um poderio maléfico nunca visto. A gasolina, que há um ano tinha preço médio de 4,35 reais o litro no país, hoje vale em média 6,75 reais. Em algumas cidades, como o Rio de Janeiro, o valor médio é maior e bate os 7,34 reais. Em Bagé, no Rio Grande do Sul, já chegou a 7,94 reais. São valores recorde, que não dão sinais de que devem ceder tão cedo e podem até aumentar e bater os 8 reais.

Como cavaleiros do apocalipse não andam sozinhos, o custo escorchante dos combustíveis ampara e retroalimenta outro espectro renascido do passado, a inflação, que já passou dos 10% no acumulado de doze meses. Até recentemente, os principais vilões para o aumento do índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA) eram os alimentos, agora esse título pertence à gasolina, ao diesel e a outros derivados do petróleo. E, quando eles disparam, acontece algo de especialmente preocupante para a economia, uma vez que influenciam a formação de praticamente todos os outros preços de bens e serviços. Tanto é assim que os transportes representam, desde 2020, o maior peso na composição do índice oficial de inflação.

FOI ELE - Bolsonaro: discurso inflamado e ações eleitoreiras fizeram o dólar disparar - 

Essa é uma situação que tem potencial de piorar. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, a Abicom, os preços do petróleo e derivados cobrados no país pela Petrobras ainda estão cerca de 5% abaixo do valor internacional, o que tem levado refinadoras a optar por comprar da estatal em vez de importar de fornecedores internacionais. Na terça-­feira 23, a petroleira anunciou que, em dezembro, pelo segundo mês consecutivo, não conseguirá atender a toda a demanda por gasolina e diesel no país, em razão de os pedidos terem sido atipicamente altos. Trata-se de um preocupante risco no horizonte, porque, se faltar combustível, a pressão sobre os preços aumentará mais ainda.

arte Petro

Em meio à carestia, todos os olhos inevitavelmente se voltam para a Petrobras. Com sua política (correta, diga-se) de definir preços de acordo com os padrões internacionais, tor­na-se alvo de pressão de políticos em busca de soluções simplistas e populistas. Do presidente da República a congressistas dos mais diferentes matizes, muitos defendem o controle de preços e a intervenção nas políticas da estatal em maior ou menor grau. No fim de outubro, Jair Bolsonaro chegou a declarar que a empresa — uma corporação mista com acionistas no Brasil e no exterior, sujeita às regras internacionais de boa governança — não deveria ter lucros elevados. Na última semana, o presidente afirmou que está reavaliando “a questão da paridade com o preço internacional”.

Esperança de algum bom senso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também anda decepcionando. Nos últimos meses, ele atacou por diversas vezes a política da Petrobras, que beneficiaria os seus acionistas, mas não a sociedade. Ambos deixam de mencionar que o principal acionista da empresa é exatamente o governo federal, cujos ganhos na forma de royalties repassados ao tesouro aumentam na proporção dos lucros. Em 2021, a Petrobras promete distribuir 63,4 bilhões de reais em dividendos, dos quais 23,3 bilhões serão direcionados para a União. Em depoimento ao Senado, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, foi incisivo nesse ponto: “Hoje, a Petrobras paga mais dividendos ao Estado brasileiro. Ela busca devolver ao Estado tudo aquilo que recebe”.

BODE EXPIATÓRIO - Plataforma da Petrobras: o governo quis transformar a empresa na grande responsável pela crise - 

Longe da visão simplista de alguns políticos, o brusco aumento no preço do petróleo tem causas complexas e não é uma realidade exclusiva do Brasil. De forma global, o mercado tem sido afetado pelas políticas estabelecidas pelos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que, desde o início da pandemia de Covid-19, reduziram o fluxo da matéria-prima para o resto do mundo como forma de controlar os preços. Pouco antes das quarentenas e lockdowns imobilizarem boa parte do planeta, os preços do petróleo Brent e WTI, referências no mercado internacional, rondavam em torno dos 60 dólares. No pior momento da crise sanitária, entre maio e abril de 2020, esse valor despencou a uma média de 15 dólares. Atualmente, com a volta da atividade em padrões acima do esperado, as cotações têm ficado em torno dos 80 dólares, o nível mais alto desde 2014, ano da última arrancada no valor da matéria-prima fóssil.

Desde o início do ano, a alta supera os 60%, e as perspectivas não são muito animadoras. O banco de investimentos Goldman Sachs estimou, no fim de outubro, que a pressão da demanda poderia elevar os preços acima dos 90 dólares ainda neste ano, e o Bank of America acredita que a marca dos 120 dólares pode ser atingida no primeiro semestre de 2022. A preocupação com o impacto dessas previsões levou o presidente americano Joe Biden a uma reação drástica. Na terça 23, ele anunciou que vai utilizar as reservas estratégicas dos Estados Unidos, em um esforço coordenado com outras grandes nações consumidoras, para enfrentar a crise. Os analistas acreditam que o esforço é louvável, mas não deve ter grande impacto em médio e longo prazo. “A alta do petróleo deve ser temporária, mas provavelmente vai impulsionar iniciativas que busquem dar uma solução mais definitiva ao problema, como a transição para a eletrificação dos veículos. Esse é um processo que no Brasil ainda demorará a acontecer”, afirma o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, diretor de estratégia econômica e de relações com mercados do Banco Safra.

PLANOS ENGAVETADOS - Dono de uma frota de cinquenta caminhões, Vanderlei Carlos teve prejuízo de 17% de seu faturamento e cancelou a compra de quinze novos veículos que já haviam sido encomendados - 

Dentro do governo Bolsonaro, a rea­ção aos preços do petróleo já passou por diversas etapas, todas erráticas, inócuas e contraproducentes na solução do problema. Houve a fase do presidente atacar os governadores, pelo fato de o ICMS ter um peso grande no preço final dos combustíveis. Nesse contexto, Lira conseguiu aprovar na Câmara, em outubro, uma lei para fixar a cobrança da alíquota, mas a matéria foi esquecida pelo Senado e desapareceu do discurso governista depois de analistas alertarem que o congelamento do ICMS não provocaria queda nos preços. Bolsonaro começou então a mencionar um interesse em privatizar a Petrobras, uma medida acertada mas bastante complexa e de difícil aprovação mesmo para um governo forte, o que não é o caso do atual. Tal movimento foi visto mais como uma tentativa de afastar as cobranças e desviar o foco das pressões de grupos que o apoiaram, particularmente caminhoneiros. “Vamos reclamar de quem é realmente responsável por isso. A Petrobras é responsável”, disse o presidente a uma rádio recentemente.

TROCA DE COMBUSTÍVEL - O aumento da gasolina levou a motorista de aplicativo Dayane Gonçalves Pereira a trocar seu Citroën C4 Lounge por um modelo adaptado com kit de gás natural veicular - 

O fato é que, hoje, no Brasil, a situação dos preços dos combustíveis é pior até mesmo do que em 2014, quando a cotação internacional passou dos 100 dólares. A grande diferença entre os dias atuais e aquela época é o descontrole sobre o dólar, que atingiu patamares recorde. Em 2020, a moeda americana subiu 30% e já tem alta de 8% neste ano. Isso acontece por causa das instabilidades políticas no país — provocadas pelo próprio Bolsonaro — e da percepção dos investidores de que o governo não hesitará em pôr as contas públicas em risco para tentar uma reeleição (sensação que ficou mais clara com as tratativas em torno da criação do Auxílio Brasil atrelado a um calote nos pagamentos de dívidas judiciais). Com o mercado financeiro mais receoso em colocar dinheiro no Brasil, o real se desvaloriza e tudo que tem valor atrelado ao dólar sofre súbita valorização. No caso do óleo diesel, o acréscimo ao preço nas refinarias foi de 65% e da gasolina, 73%. Um desastre.

DE VOLTA AO VIRTUAL - Gerente de uma indústria química, Marcos Camasso adotou em sua equipe a rotina de reuniões virtuais semelhantes às que mantinha nos períodos de quarentena. O objetivo agora é poupar o dinheiro da gasolina - 

Evidentemente, o aumento nos preços dos combustíveis provoca um efeito cascata que tem forçado consumidores e empresários a se adaptar à nova realidade. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que de janeiro a setembro mais de 160 000 veículos foram convertidos para gás natural veicular, prática que retoma um fenômeno recorrente em meados da década passada e que teve um aumento de 88,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. “Costumava deixar metade de tudo o que eu recebia no posto de gasolina, então precisei de alternativas. Troquei meu carro por outro, com kit gás para diminuir meu gasto”, diz Dayane Gonçalves Pereira, de 30 anos, motorista de aplicativo. Empresários do setor de transportes como o capixaba Vanderlei Carlos de Oliveira, proprietário da Work Transportes e dono de cinquenta caminhões, foram obrigados a rever seus planos de negócios. “Antes, a minha margem de lucro era de 5% a 7%, agora meus prejuízos chegam a até 17% do faturamento. Eu tinha planejado comprar quinze caminhões neste ano, mas cancelei porque estou com veículos parados”, diz.

O que torna a situação particularmente crítica, para especialistas, é o alto grau de incerteza econômica provocada pelo governo. Eles acreditam que, num momento como o atual, o ideal seria propiciar o mínimo de estabilidade à economia para que o dólar baixasse — cenário quase utópico nas atuais circunstâncias. Bolsonaro ainda não entendeu que essa distorção no valor da gasolina, que se desdobra em números negativos para a economia, é justamente um dos fatores que pode dificultar ainda mais sua eleição. Mal-aconselhado pela turma do Centrão, sobra a tentação fácil da intervenção nos preços, um risco que pode complicar ainda mais um cenário já ruim. “Não há solução mágica para a alta dos combustíveis. Mas antes de mais nada é preciso respeitar o preço internacional, porque só assim você vai garantir o abastecimento do produto e ter competição ao longo da cadeia”, afirma Decio Oddone, ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e atual CEO da Enauta, braço de óleo e gás do grupo Queiroz Galvão.

arte Petro

Uma proposta vista como mais factível para conter a crise atual e também combater outras no futuro é a criação de um fundo com recursos que absorvam impactos inesperados. “Existem dois fatores significativos para o preço dos combustíveis: o valor do barril de petróleo em âmbito internacional e a cotação do dólar. Para resolver o problema de estabilização de preços, é necessário que, quando o preço do petróleo aumentar lá fora, existam mecanismos para se aplainar os preços aqui”, explica Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo e ex-ministro da Fazenda. Formas de financiar fundos como esse têm sido discutidas pelo governo e congressistas. Há péssimas ideias, como a de criar um imposto sobre a importação de petróleo, que agrada a políticos do PT e a setores do governo atual.

AÇÃO FIRME - Refinaria nos Estados Unidos: petróleo trazido da reserva emergencial do país - 

A consequência pode ser uma diminuição do interesse de empresas em investir na extração no Brasil. Outra opção esdrúxula discutida no Congresso é a ideia de subsidiar os preços sempre que o petróleo passar dos 50 dólares, o que poderia forçar o governo a pagar por metade do preço, se ele chegasse aos 100 dólares. É algo inconcebível com as contas públicas na situação atual. Em uma linha mais racional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a sugerir a criação do chamado Fundo Brasil, que seria abastecido pelos dividendos recebidos da estatal e por vendas de imóveis da União. Mas o ministro prefere que esse dinheiro seja direcionado a medidas de estímulo ao aumento de renda da população e não ao subsídio de combustíveis, ainda que em períodos anômalos.

À parte alternativas polêmicas e de curto prazo, uma receita de consenso entre os economistas é a necessidade de continuar estimulando a competição no mercado, com a venda das refinarias da Petrobras para a iniciativa privada. Trata-se de um programa que está em andamento, mas que deve provocar efeitos positivos nos preços apenas a médio e longo prazo. Para o momento atual, nada teria melhor impacto do que mostrar ao mercado que o governo preza uma economia saudável e competitiva, com respeito às melhores regras fiscais. Isso tiraria pressão para novas altas do dólar, que segundo analistas poderia cair para um patamar até 1 real mais baixo, barateando a gasolina. Seria também um bem-vin­do alívio à inflação, que tanto tem deteriorado as condições econômicas atuais. A questão é o governo entender isso. Até aqui, eles parecem preferir o oposto: jogar gasolina na fogueira.

25 novembro 2021

Marília Mendonça: Laudo aponta que todos morreram com a queda do avião


A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta quinta-feira (25) que Marília Mendonça (1995-2021) e os outros quatro tripulantes da aeronave que caiu em Caratinga (MG) morreram instantaneamente. As autoridades deram uma entrevista coletiva para informar que todas as vítimas sofreram politraumatismo na tragédia ocorrida em 5 de novembro. 

Além da cantora sertaneja, estavam no voo o piloto Geraldo Medeiros, o copiloto Tarciso Viana, o produtor Henrique Ribeiro (conhecido como Henrique Bahia) e o tio e assessor da artista, Abicieli Silveira Dias Filho. Todos tiveram politraumatismo contuso no acidente, de acordo com o médico-legista Thales Bittencourt de Barcelos.

Segundo ele, todos os ocupantes morreram com o choque da aeronave com o solo, já que bateram as cabeças e os corpos com o impacto. "Os trabalhos de necrópsia foram finalizados. Em ocasiões anteriores já havia sido explanada a presença de indicadores de politraumatismo contuso em todos as vítimas", começou o agente.

Barcelos explicou que foram analisadas amostras do piloto e do copiloto para identificar se eles teriam algum problema de saúde, ou se haviam ingerido substâncias tóxicas ou alcoólicas, em busca de descobrir qualquer fator que pudesse ter contribuído para o acidente. Todas os testes deram negativo.

"Por segurança, o médico-legista coletou material para exames complementares que são realizados na capital, no Instituto Médico Legal em Belo Horizonte. Esses exames se prestam a identificar eventuais outras causas que poderiam contribuir de alguma forma com óbito. São exames toxicológicos, alcoólicos e exames anatomopatológicos, que são aqueles realizados em tecidos, como fragmentos de pulmão, de coração, de cérebro".

"Busca-se identificar uma eventual outra doença que a vítima possa ter e eventualmente ter associação com o óbito. Todos os exames dos tecidos vieram negativos para outras enfermidades que pudessem contribuir para a morte. Os exames de tecido confirmaram os traumas sofridos por todas as vítimas", continuou ele.

"Os exames toxicológicos e alcoólicos também não apontaram nenhum tipo de consumo de substância ou intoxicação que pudessem contribuir com os óbitos. Dessa forma, a conclusão final dos óbitos será por politraumatismo contuso para todas as cinco vítimas desse acidente aéreo", concluiu o médico-legista.

Em seguida, o delegado Ivan Lopes Sales, que comanda as investigações sobre o acidente, avisou que a polícia segue firme com a tese de que a aeronave caiu apenas porque batera em fios de alta tensão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). 

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) abriu uma investigação para apurar se a instalação de torres de distribuição da Cemig em Caratinga, é regular. 

A possibilidade de pane nos motores ainda não foi descartada, mas depende da investigação do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). 

Morte de Marília Mendonça

Marília Mendonça morreu aos 26 anos após a queda do avião em que estava na cidade de Caratinga, Minas Gerais, em 5 de novembro. A cantora deixou um filho, Léo Mendonça Huff, de um ano e 11 meses, fruto de seu relacionamento com Murilo Huff. 

A aeronave Beechcraft King Air C90a que levava a cantora e sua equipe à cidade mineira onde ela se apresentaria caiu por volta das 15h30 daquele dia. O modelo do bimotor é bastante utilizado na aviação executiva no mundo inteiro e é propriedade da companhia de táxi aéreo PEC.

O jornalista William Waack, que também é piloto licenciado, chegou a dar uma aula na CNN Brasil na madrugada de 6 de novembro ao falar sobre a queda do avião que transportava a cantora Marília. Com cálculos simples, ele informou que a aeronave voava baixo quando se chocou com os fios de alta tensão antes de parar no meio de uma cachoeira.

23 novembro 2021

Julgamento de filhos da ex-deputada Flordelis começa nesta terça-feira


Dois filhos da ex-deputada federal Flordelis irão a júri popular a partir desta terça-feira (23/11). Flávio Rodrigues e Lucas Cézar de Souza são acusados do homicídio do pastor Anderson do Carmo, que era marido de Flordelis, em 2019. O julgamento ocorre no Tribunal do Júri de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 

De acordo com o Ministério Público, Flávio, que é filho biológico de Flordelis, teria sido autor dos tiros que mataram o pastor. Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado e de porte de arma de fogo de uso restrito. Flávio chegou a confessar que teria atirado em Anderson no início da investigação, mas depois mudou de versão e negou envolvimento no crime. 

Já o filho adotivo de Flordelis, Lucas César, é acusado de ter adquirido a arma e de participação na morte de Anderson. Lucas admitiu que comprou a arma, mas nega que sabia que o artefato seria usado para cometer o crime. 

A previsão é que 17 testemunhas sejam ouvidas, entre elas estão outros quatro filhos da ex-deputada: Daniel dos Santos de Souza, Roberta dos Santos, Wagner Andrade Pimenta, o Misael, e Alexander Felipe Matos Mendes, o Luan. Eles acusaram a mãe de envolvimento na morte do pastor.

Flordelis  está presa desde agosto, quando teve o mandato cassado na Câmara dos Deputados. Ela é acusada de ser a mandante do assassinato. A ex-parlamentar também será submetida a júri popular, assim como outros sete acusados de envolvimento no crime. 

O pastor Anderson foi morto com 30 tiros na porta de casa em Pendotiba, em Niterói. Na época, Flordelis disse que tinha sido um assalto.

Confira gabarito extraoficial do primeiro dia de provas do Enem 2021


Pelo décimo ano seguido, o Chromos Colégio e Pré, em parceria com o Portal Uai, promove a correção e divulgação antecipada dos gabaritos extraoficiais das provas impressas do Enem 2021, realizadas neste domingo (21/11) e no próximo (28/11).

Hoje, além da redação, os candidatos fizeram as provas objetivas de linguagens e ciências humanas.

O Gabarito Chromos Enem envolve uma equipe de mais de 100 professores de diversas áreas do conhecimento e especialistas no exame. Além de fechar e lançar as respostas, que estarão disponíveis no Portal Uai assim que a prova terminar, os professores vão gravar vídeos em tempo real resolvendo e comentando as questões. Os vídeos com as questões comentadas estarão disponíveis nas redes sociais do preparatório (Twitter, Instagram, Facebook e Youtube).

Segundo dados do Inep, Minas Gerais é o segundo estado com maior número de inscrições confirmadas, alcançando 300.868 inscritos, ficando atrás apenas de São Paulo, que registrou 470 mil.

Confira a programação do Gabarito Chromos Enem

- 21 de novembro: publicação do gabarito, a partir das 18h30, das respostas do 1º dia de prova com todas as questões em vídeo. A partir das 20h00, Live com os professores do Chromos Rede de Ensino, repercutindo todo o 1º dia de provas.

- 22 a 27 de novembro: matérias com análise das áreas e principais questões da prova.

- 28 de novembro: publicação, a partir das 18h00, das respostas do 2º dia de prova com todas as questões em vídeo. A partir das 20h00, Live com os professores do Chromos, repercutindo o 2º dia de provas.

- 29 de novembro: confira o gabarito completo com todas as questões comentadas do 1º e do 2º dia de provas.

- 1º de dezembro: previsão de divulgação do gabarito oficial do ENEM 2021 pelo INEP.

Enem 2021: informações gerais

O Enem 2021 está previsto para ser aplicado em dois períodos. Nos dias 21 e 28 de novembro de 2021 será a vez daqueles que se inscreveram na chamada regular da avaliação. Já em 9 e 16 de janeiro de 2022 será a vez dos candidatos que se inscreveram na reabertura do cronograma, exclusivamente para quem teve isenção em 2020, mas não compareceu nos dias das provas. Independentemente da data de aplicação, a prova será composta da seguinte maneira:

- 1º dia: 45 questões de Linguagens e Códigos + Redação 45 perguntas de Ciências Humanas
- 2º dia: 45 questões de Ciências da Natureza 45 perguntas de Matemática
- Os portões são abertos às 12h e fechados às 13h. Já as provas são distribuídas às 13h30 (horário de Brasília).
- O gabarito oficial costuma ser divulgado em três dias úteis após o último domingo de provas. Mas você pode acessar o gabarito extraoficial do Chromos Colégio e Pré e Portal Uai, clicando aqui.
- Para ter acesso ao horário, dia e local de prova, o participante precisa acessar o cartão de confirmação, caso não tenha recebido as informações por e-mail.

Gabaritos do dia 21/11: