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RÁDIO iTABUNENSE


20 maio 2022

Confira 24 fotos não censuradas de Maíra Card!

 

























Como foi a entrada de Elon Musk no aeroporto dos ricaços em SP


De passagem pelo Brasil, o bilionário Elon Musk viajou a bordo de seu avião particular e desembarcou na manhã desta sexta no São Paulo Catarina, aeroporto executivo dos ricaços localizado em São Roque, a 60 quilômetros da capital.

Ao chegar em solo brasileiro, como é praxe, passou por todos os processos de imigração e apresentou o passaporte aos órgãos federais. A comitiva do presidente Jair Bolsonaro também pousou no local com as aeronaves oficiais da FAB.

O São Paulo Catarina, do grupo JHSF, foi autorizado no ano passado pela Anac a operar voos internacionais, sendo o primeiro aeroporto privado do país a receber esse tipo de voo.

Com a autorização, as aeronaves com destino ou procedência internacional atendidas pelo aeroporto não precisam mais passar pela imigração em terminais maiores, como Guarulhos e Viracopos.

Musk chegou ao Brasil em seu Gulfstream G650ER — a luxuosa aeronave tem valor estimado em 70 milhões de dólares, algo em torno de 340,5 milhões de reais.

Nova pesquisa Ipespe expõe paralisia da corrida presidencial


As últimas semanas foram agitadas na corrida ao Palácio do Planalto. Na dianteira da disputa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou sua pré-candidatura do armário, formalizou a aliança com Geraldo Alckmin, fez uma virada completa na sua estratégia de comunicação. Teve até casamento. Já o presidente Jair Bolsonaro fez uma sucessão de jogadas estratégicas para mobilizar sua base. Do indulto a Daniel Silveira (PTB-RJ) às ações contra Alexandre de Moraes, com direito a troca de ministro para se blindar da crise dos combustíveis.

Mas nem mesmo toda essa movimentação foi capaz de interferir no cenário da disputa. A mais recente pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta sexta-feira, confirmou o que já despontava em levantamentos anteriores: nada mudou. O ex-presidente Lula ficou com 44%, contra 32% do presidente Jair Bolsonaro. Ciro Gomes tem 8%, João Doria tem 4%, André Janones e Simone Tebet pontuam 2% cada um.

Interlocutores de Lula têm algum motivo para comemorar. Havia uma preocupação com a retomada progressiva que Bolsonaro vinha apresentando nas pesquisas, atribuída em grande parte a medidas como a concessão do Auxílio Brasil de R$ 400. O sinal amarelo se acendeu no PT,  principalmente, por causa do constante estreitamento da distância entre os dois. Ou seja, notícia nenhuma nas pesquisas é notícia boa.

Entre bolsonaristas, o resultado das últimas pesquisas começa a derrubar o time presidencial do salto alto no qual parecia ter subido poucas semanas atrás. Assim que Bolsonaro voltou a crescer, aliados passaram a falar na expectativa de uma disparada de seu desempenho. E até começaram a alardear a tese de uma vitória no primeiro turno.

Um outro fator que contribui para esse congelamento do quadro eleitoral é a demora da terceira via em pôr ordem na casa. Enquanto persiste a briga entre João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) para ver quem tem mais chances de disputar o Palácio do Planalto, Lula e Bolsonaro ganham a oportunidade de consolidar ainda mais suas posições.

 

Romário segue na dianteira à vaga ao Senado pelo Rio


A pesquisa eleitoral do instituto Gerp divulgada nesta sexta traz um cenário parecido com o da última pesquisa Genial/Quaest divulgada na última terça: Romário (PL) está na frente da corrida ao Senado pelo Rio de Janeiro, seguido por Marcelo Crivella (Republicanos) e Alessandro Molon (PSB), empatados em segundo.

A diferença é que no levantamento divulgado mais recentemente, a distância entre os concorrentes é menor. Romário aparece com 20% das intenções, contra 16% de Crivella e 15% de Molon.

Na sequência estão Cabo Daciolo (PDT), com 6%, e Clarissa Garotinho (União Brasil), com 5%. Luciana Boiteux (PSOL) tem 3%, o mesmo percentual que André Ceciliano (PT).

A pesquisa ouviu 1.020 pessoas, entre 16 e 20 de maio. O intervalo de confiança é de 95,55% e a margem de erro estimada é de 3,13 pontos percentuais para mais ou menos. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo RJ – 08128/2022.

Alexandre Kalil: “Lula pensa como eu”


É grande a responsabilidade (e o cacife) dos políticos influentes em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e notório “fazedor de presidentes” — desde a redemocratização, nenhum se elegeu sem ter vencido lá. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, do PSD, que é influente e candidato ao governo do estado, encontra-se na situação de pedir e ser pedido em namoro. Relativamente novato nesse jogo, Kalil, 63 anos, saiu de uma longa gestão à frente do Atlético Mineiro para a prefeitura de Belo Horizonte, para a qual foi reeleito em 2020. Neste momento, tenta selar uma aliança com Lula — o que, de acordo com as pesquisas, pode lhe dar o empurrão decisivo para ultrapassar o líder Romeu Zema, atual dono da cadeira. O acerto parece mais próximo agora, depois que o PT sinalizou que vai ceder a vaga do Senado ao PSD em troca de ficar com o posto de vice. Nesta entrevista, com o semblante meio zangado que lhe é peculiar, Kalil empregou suas costumeiras metáforas para analisar o cenário — Jair Bolsonaro, por exemplo, seria “a mulher feinha que Zema agora quer chutar”. Leia os principais trechos.

Lula, sempre citado como seu aliado nestas eleições, esteve em Minas Gerais e o senhor não o encontrou. Isso tem a ver com o fato de ainda não terem selado a aliança? Lula veio fazer o lançamento da campanha dele e estava com a agenda lotada, com milhares de pessoas na fila só esperando a chance de se aproximar, de apertar sua mão. Eu não quis atrapalhar. Mas pode estar certo: se não houve um encontro entre nós, foi muito mais culpa do Lula do que minha. Seria uma honra estar com ele, com quem, claro, quero firmar uma aliança formal.

O senhor tuitou que, em Minas, “ninguém dá bolo em amigo”, mas, sim, “café quente e pão de queijo”. O que quis dizer com isso? Saiu uma fofoca de que eu teria dado bolo no Lula. Pois quem dá bolo é quem marca com uma mulher pela internet, descobre que ela é feia e não vai ao encontro. Não é o caso. Eu não iria agendar alguma coisa com um homem do tamanho do Lula e não comparecer. Então fiz um tuíte bem-humorado para mostrar que era uma balela, uma mentira.

Estarão juntos com certeza no próximo pleito? Ainda há questões a ser resolvidas e tudo indica que serão. Nosso partido não é um partidinho em Minas. Tem o prefeito de Belo Horizonte, senador, presidente da Assembleia Legislativa, e precisa ser respeitado. A situação está entregue às presidências dos dois partidos. Agora, do ponto de vista pessoal, conversar com o presidente Lula é um prazer. Ele é um tremendo bom papo, agradável, carismático. Inclusive, quando o Atlético foi campeão brasileiro no ano passado, ele foi um dos primeiros a ligar me cumprimentando pelo título.

Apesar dos avanços, há um sabido impasse na costura da aliança em Minas. Não soa meio egoísta, em uma união com o PT, o PSD ter candidato a governador, a vice e a senador? Eu e meu partido não temos o direito de pedir para ninguém retirar candidatura nenhuma, assim como o PT também não tem. Dito isso, minha opinião é a favor do PSD. Nós temos um senador, o Alexandre Silveira, já sentado na cadeira e atual secretário-geral do partido, que ele ajudou a formar no estado. Precisamos mostrar um mínimo de consideração e não sugerir que ele ceda a vez porque um deputado federal petista — pelo qual, aliás, tenho respeito — quer ocupar o lugar. Nesse enredo, não tem mocinho nem bandido. É um impasse legítimo.

“Só enxergam polêmica nas falas de Lula aqueles que acham que tudo tem de ser politicamente correto, que só podemos falar o que querem ouvir. Isso é de uma cretinice absurda”

Lula deu recentemente declarações — sobre aborto, policiais, guerra na Ucrânia — consideradas polêmicas e prejudiciais à sua campanha. Acha que o presidente falou mais do que deveria? Na minha opinião, só enxergaram polêmica aqueles que acham que tudo tem de ser politicamente correto, que só podemos falar o que querem ouvir. Isso é de uma cretinice absoluta. Segundo mostram as próprias pesquisas, o povo nem deu muita bola. Eu e o camarada Lula temos boa relação justamente porque somos parecidos no jeito de conversar, de nos expressar. Mas acho importante deixar claro: não sou um clone dele.

No que de mais relevante o senhor se distingue de Lula? Gosto de parceria público-privada, de parque privatizado, e considero que a reforma trabalhista tem de ser estudada. Não é só meter a caneta e descartá-la, como Lula tem defendido.

Minas concentra o segundo maior colégio eleitoral do país e costuma ser decisivo nas eleições. A aliança PSD-PT seria um grande ativo para as duas partes? Lula conhece muito Minas Gerais e, como homem inteligente que é, sabe da importância do estado. Na época dele, é bom lembrar, havia cinco ministros mineiros. Bolsonaro não tem nenhum. Isso resume o que cada um pensa de Minas. Só não gosto da palavra “ativo”. Prefiro dizer que estar ao lado de Lula faz, sim, uma boa diferença.

Na ciranda das alianças pré-eleição, outros partidos tentam cooptar tanto o PT como o PSD, o que poderia abalar a futura aliança. O senhor teme que sua candidatura murche em meio a tantos movimentos? Eu garanto que o PSD não corre risco de ser cooptado por ninguém. O partido só iria de Bolsonaro se o Kalil permitisse. E eu não vou permitir. E explico por quê. Nos meus três anos de prefeitura em Belo Horizonte com ele presidente, tentei marcar horário para trazer alguma coisa para a cidade e não consegui. O estado também não teve ajuda nenhuma porque o governador não se interessou. Ele recebeu o dinheiro amargo e duro da Vale pelos 272 soterrados de Brumadinho sem precisar trabalhar.

O governador Romeu Zema tem tentado se mostrar neutro em relação ao presidente. Vai conseguir? Não, mas não sou eu que associo os dois. Bolsonaro já deu entrevista declarando inclusive que eles são marido e mulher. Mandou não usar máscara e o Zema tirou a dele. O governador também endossou o discurso de que a cloroquina era a solução para a pandemia. Ele é aquele tipo de sujeito que sugou tudo o que podia da beleza da mulher. Agora que ela está feinha, vai chutar? Não pode.

É desconfortável ver que, em outros estados, seu partido apoia Jair Bolsonaro? De jeito nenhum. Tenho muitos amigos cruzeirenses. Se minha roda fosse só de atleticanos, estaria ferrado, porque não teria com quem debater. O mal do Brasil hoje é que os idiotas acham que todo mundo tem de pensar igual a eles, sejam de direita ou de esquerda. Isso está liquidando o nosso país.

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Por que o senhor se aproximou de Lula enquanto outros integrantes do seu partido estão com Bolsonaro? Falando por mim, vou com o Lula porque ele pensa igual a mim, está preocupado com a fome, com o gás caro, que está fazendo gente voltar a usar fogão de lenha, com a gasolina que está arrasando os motoristas de Uber e de táxi. Não desqualifico ninguém, só acho que é estupidez ignorar a pobreza, como faz Bolsonaro. Quem a ignora vai vê-la chegar mais cedo ou mais tarde na porta de casa, na forma da anarquia ou da bala.

Na sua opinião, o PSD deveria caminhar com o PT nacionalmente, ainda no primeiro turno? Não. Acho que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, tem uma posição muito coerente. Ele democraticamente liberou os estados e cada um apoia quem quiser. Tentou unificar o partido com candidaturas próprias, mas não conseguiu.

Por que falhou? Porque o cenário está completamente polarizado entre Lula e Bolsonaro.

O senhor teme que Bolsonaro cresça nas pesquisas? Não podemos temer o resultado das urnas, que vai ser acatado. Se o povo quiser eleger Bolsonaro, é legítimo. Uma coisa é certa: quem perder cai fora.

Como avalia as constantes falas de Bolsonaro pondo em risco o resultado da eleição? Acho que é um desvio de foco. Ninguém governa depois de perder uma eleição. A história mostra que, com carabina nas ruas ou esvaziamento de instituições, os golpes se dão no meio dos mandatos. Temos problemas reais e eles, sim, precisam ser debatidos: desempregados, desalentados, sopa de osso, inflação.

Como avalia o mandato de seu adversário, o governador Zema? Péssimo. E posso dar alguns exemplos: temos uma malha rodoviária espatifada. O secretário de Infraestrutura é um advogado paulista que só entende de concessão. Os prefeitos estão com balde de terra tapando buraquinhos.

“Não sou eu que associo o presidente ao governador. O próprio Bolsonaro já disse inclusive que eles são como marido e mulher. Mandou não usar máscara e o Zema tirou a dele”

Por que então ele está na frente nas pesquisas? Eu estou em campanha há um mês e meio. Ele está voando de helicóptero há dois anos, sem fazer absolutamente nada pelo estado. Vamos esperar um pouco, até as pessoas começarem a pensar na eleição, porque por enquanto o povo só quer saber se o Jorge Jesus volta para o Flamengo ou se o Atlético vai ser tricampeão brasileiro. Zema se recusa a participar de sabatina, só fala em emissoras locais com perguntas previamente preparadas para o agrado dele. Nos próximos meses, não vai conseguir fugir de tudo.

Existe chance de acontecer um acordo entre Lula e Zema, o tal Lulema, como foi ventilado? Aqui isso não acontece. Se o Zema quer o voto do Lula, tem de parar de dizer que quem desgraçou o estado foi o PT, apesar de o governo de Fernando Pimentel realmente ter sido muito ruim. Ele fala isso de manhã, de tarde e de noite. Aliás, se tirar esse assunto da boca dele, não sobra nada. O Lulécio só ocorreu em Minas no longínquo 2006 porque havia dois grandes candidatos na corrida — Lula e Aécio Neves.

Por que o senhor decidiu sair da prefeitura e ser candidato ao governo? Quando entrei na prefeitura, em 2017, as pesquisas já me favoreciam, mas achei que não era hora. Queria ouvir, aprender, ter a experiência de prefeito. A partir do momento que entendi que eu ia bem e Minas estava muito mal, decidi concorrer. Isso se chama aumento de espectro de ajuda: primeiro ajudei um clube de futebol com orçamento de município do interior, depois uma cidade com orçamento de mais de 15 bilhões de reais e agora tenho a possibilidade de ampliar esse leque e governar Minas.

O próximo passo é a Presidência? Não sou mais um menino. Acho que o governo de Minas é meu teto. Não sou modesto: fiz uma boa presidência no Atlético, uma boa prefeitura. Quero fazer um bom governo aqui. E para mim basta.

 

Covid-19: A controvérsia em torno da vacinação em menores de 5 anos


Desde que os imunizantes contra a Covid-19 entraram em teste, ainda no primeiro ano da pandemia, ficou claro para a ciência que as crianças seriam as últimas a ser vacinadas. Um conjunto de fatores evidenciava esse caminho. Dados iniciais apontavam que a doença não causava quadros graves ou mortes em crianças com a mesma força observada em adultos. Por isso as pesquisas caminharam para a proteção dos mais vulneráveis até que chegasse a vez dos pequenos

Houve, do início do surto para cá, mudanças seminais. Os maiores de 5 anos já podem ser vacinados. Agora, discutem-se os passos para que os menores, a partir de 6 meses, sejam também imunizados. Há movimentos das empresas farmacêuticas, agências regulatórias e pesquisadores nesse sentido. Recentemente, a empresa americana Moderna submeteu ao Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, e à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) pedido para uso de sua vacina em crianças de 6 meses a 6 anos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deverá receber a solicitação ainda neste semestre. A Moderna embasa o requerimento em estudos que teriam demonstrado forte resposta de defesa imunológica contra o coronavírus também entre esse grupo etário.

arte vacina infantil

O comunicado veio dois meses depois que a Pfizer e a BioNTech iniciaram um processo de apresentação contínua ao FDA de resultados de estudos sobre a versão pediátrica de seu imunizante para a faixa de 6 meses a menores de 5 anos, incluindo os que analisam o efeito de doses de reforço. A decisão de aguardar esses dados decorre do entendimento de muitos especialistas de que o esquema vacinal seria hoje considerado completo depois de três doses, e não mais com duas doses, em razão da queda da proteção com o passar do tempo. Até por isso mesmo, na terça-feira 17, a agência regulatória americana liberou o reforço do imunizante da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.

No Brasil, as conversas mais avançadas envolvem a CoronaVac, autorizada para crianças com mais de 6 anos. O Instituto Butantan, responsável por sua fabricação no país, pede desde março à Anvisa a ampliação de uso em pequenos de 3 a 5 anos. A espera deixa os pais aflitos. Um deles é o servidor público Fábio França, de 39 anos, que tem duas filhas, de 4 e 5 anos. Há dois meses, ele iniciou um abaixo-assinado on-line pela liberação do imunizante e, a cada negativa, sente-se frustrado. “Há novas ondas de Covid-19 e as crianças ficaram para trás”, diz.

IMUNIZAÇÃO - Vacinação em maiores de 5 anos: adesão precisa crescer - 

Não há, contudo, consenso científico de que os pequenos precisem ser vacinados, apesar de levantamentos preocupantes. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, 45% das 1 207 mortes pela doença em 2020 na população com até 17 anos foram registradas em bebês com menos de 2 anos. Um artigo publicado na semana passada na revista científica Nature, por exemplo, questiona a efetividade da medida. Depois de analisarem estudos de eficácia de vacinas de vírus vivo inativado, incluindo a CoronaVac, em crianças com mais de 3 anos, os cientistas consideraram os resultados positivos, mas ponderaram que os benefícios podem não justificar os custos que seriam necessários para imunizar os menores de 5 anos. “A menos que as vacinas prevenissem sintomas leves e moderados, responsáveis por 99% dos casos, o que não ficou demonstrado, é muito difícil justificar a vacinação desse grupo etário”, escreveram os autores. Outros, no entanto, defendem a proteção. “Não se vacina só para prevenir morte. Temos vacinas para caxumba, rubéola e gripe porque há sequelas, dor, internação”, afirma Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Pediatria. “Precisamos imunizar todas as faixas etárias.”

Até agora, apenas 33% dos brasileiros entre 5 e 11 anos estão totalmente vacinados. Essa fila tem de andar mais rapidamente. Enquanto não sai a decisão final em relação aos menores, é fundamental seguir com a vacinação dos mais velhos.

 

‘Saiu da cadeia outro dia’, diz Datena sobre Valdemar, do PL de Bolsonaro


O apresentador José Luiz Datena, pré-candidato ao Senado em São Paulo pelo PSC, reagiu nesta sexta-feira, 20, à informação publicada pelo Radar de que o presidente do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, prevê dificuldades a Datena concretizar a candidatura porque ele teria “coisa no passado”. “Ele saiu da cadeia outro dia”, diz Datena.

As declarações foram dadas por Valdemar em um almoço promovido nesta sexta-feira pelo Esfera Brasil, mesma ocasião em que o ex-deputado lembrou que o jornalista já criticou muitos políticos, o que poderia ser explorado por adversários, mas disse torcer pela candidatura e que o apresentador seria “imbatível” nas urnas. Está reservada a Datena a vaga ao Senado na chapa do candidado do PL ao governo de São Paulo, ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas.

“Não pode o Valdemar Costa Neto dizer que eu tenho coisa no passado. Se ele acha isso, manda ele revelar, manda ele dizer que coisa é essa que eu tenho no passado. Eu sei o que ele tem no passado, ele saiu da cadeia outro dia. O Brasil inteiro sabe. Ele não tava na cadeia outro dia, o Valdemar? Manda ele dizer o que eu tenho no passado. Não venha falar do meu passado, que meu passado eu procuro mantê-lo ilibado. Não pode o cara que saiu da cadeia me encher o saco”, disse Datena a VEJA pouco antes de entrar no ar no seu Brasil Urgente, na TV Bandeirantes.

Com o programa ao vivo, Datena falou, sem citar Valdemar, em “bandidos” que “saíram da cadeia outro dia falando bobagem da vida dos outros”.

A VEJA, Datena deixou em aberto a possibilidade de não concorrer ao Senado, no que seria a quarta tentativa frustrada de entrar na política — ele já foi cogitado como candidato nas eleições de 2016, 2018 e 2020. “Se eu tiver que ser candidato, o presidente quiser, o Tarcísio quiser, eu serei. Se não quiserem que não seja, não serei, mais uma vez a política vai me jogar pra fora”, declarou.

 

Dinei e Erika Dias são eliminados do Power Couple Brasil 6 com 18,20% dos votos


O Power Couple Brasil 6 chegou ao fim para Dinei e Erika Dias. O casal foi eliminado da competição no programa ao vivo desta quinta-feira (19) com 18,20% dos votos. Eles perderam a disputa pela preferência do público para Matheus Sampaio e Brenda Paixão e Rogério e Baronesa em uma votação realizada no R7.com.

Dinei e Erika foram parar na DR em consequência da desistência na Prova dos Casais desta semana. Brenda e Matheus acompanharam os colegas por terem o pior saldo.

As três semanas dos participantes no reality show foram marcadas pela postura discreta e unida. Observadores na competição, a dupla tinha até um lugar cativo na Mansão Power: o cantinho da mesa de jantar. Lá, eles combinavam estratégias, analisavam movimentações e, claro, fofocavam sobre os rivais.

Tal atitude gerou conversas entre os jogadores. Por não se aproximarem dos outros competidores, Dinei chegou a dizer aos colegas que seu jogo era exclusivamente com sua companheira de vida. "Não estou aqui para fazer amizades e nem ter afinidade com ninguém", declarou.

Porém, a convivência falou mais alto. Por afinidades, o ex-jogador e a administradora se aproximaram de Adryana Ribeiro e Albert Bressan. Nahim e Andreia Andrade também tiveram o afeto da dupla com o passar dos dias.

O ex-atleta teve alguns conflitos na disputa. No início da temporada, chegou a entrar em atrito com os cozinheiros da turma. Ele ficou indignado ao ver todos cozinhando juntos. No entanto, seu maior embate foi com Matheus Sampaio e Brenda Paixão. Em um quebra-power, ele e sua mulher foram chamados de plantas.  “Eu sou uma planta carnívora e o nosso jogo é devorar vocês”, rebateu Erika. 

O próprio casal também teve suas desavenças, ou melhor, uma pequena DR. Em determinado momento do jogo, Dinei cobrou carinho da esposa e ela caiu no choro. "Ele acordou meio pilhado", reclamou ela. Ao final, o amor falou mais alto e eles fizeram as pazes.

Nas provas e dinâmicas do programa, Dinei e Erika não tiveram muita sorte. Eles não conseguiram ganhar nenhuma Prova dos Casais, por exemplo. Nesta semana, por terem medo de enfrentarem ratos, minhocas, baratas, vermes e sapos, a dupla desistiu do desafio e foram parar na DR.

Com uma trajetória marcante, chega ao fim a participação de Dinei e Erika. Infelizmente, o casal não teve a preferência do público e foi eliminado nesta quinta-feira (19).

Sob o comando de Adriane Galisteu, o Power Couple Brasil 6 vai ao ar de segunda a sexta, às 22h45, e aos sábados, às 22h30, na tela da Record TV. Acesse o PlayPlus e fique por dentro de tudo o que rola no reality de casais.

Paola Carosella conta história com William Bonner após viagem à Bahia


Ex-jurada do programa Masterchef (Band), a chef de cozinha Paola Carosella, 49, relembrou uma história inusitada envolvendo o jornalista William Bonner, 58. Após comemorar seu aniversário na Bahia, em outubro do ano passado, ela recebeu um e-mail do âncora do Jornal Nacional (Globo).

"Fui passar meu aniversário de 49 em um hotel na Bahia e fiquei em um bangalô com a minha filha. E agora você se loga na TV com a sua senha, né? E aí eu fui embora. Quando cheguei em São Paulo, lembrei que deixamos o Netflix logado e falei que ia mandar um e-mail para o hotel. No que sentei no computador, tinha um e-mail que dizia 'Netflix logado'", relembrou em entrevista ao podcast Diacast.

"Falei 'caraca, o hotel já me mandou'. Aí fui ler e dizia: 'Queria Paola, eu descobri o seu e-mail porque quando entrei no bangalô, o Netflix estava logado. Que bom, adorei ter descoberto o seu e-mail porque sou seu fã. Fique tranquila, eu já 'desloguei' da conta. Guarde meu telefone, quando eu for a São Paulo vou jantar no seu restaurante. Um abraço, William Bonner", contou.

Apesar de não ter dado mais detalhes, a história viralizou nas redes sociais. Carosella deixou o júri do Masterchef em 2021, sendo substituída pela chef Helena Rizzo. Na época, ela afirmou que deixou o programa para se dedicar aos seus próprios negócios. "Nesse momento minha empresa precisa de meu tempo e dedicação integral", afirmou.

Carosella é dona do restaurante Arturito e do café La Guapa Empanadas Artesanais e Café, ambos localizados em São Paulo. A declaração foi dada em entrevista ao programa CNN Nosso Mundo. Na atração, Paola Carosella também afirmou que decidiu manter a maioria de seus colaboradores afastados do trabalho para se preservarem do novo coronavírus.

 

Moraes é líder da esquerda e inferniza o Brasil com Fachin e Barroso, diz Bolsonaro


Em um novo ataque a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta sexta-feira (20) que Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes "infernizam" o Brasil.

O chefe do Executivo disse ainda que Moraes se comporta como "líder de partido de esquerda".

Os três ministros são da cúpula do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e Moraes assumirá o comando do tribunal durante as eleições deste ano. As falas de Bolsonaro fazem parte de ataques do presidente ao processo eleitoral.

"Temos três ministros que infernizam não só o presidente, mas o Brasil: Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes. Esse último é o mais ativo e se comporta como o líder de partido de esquerda e de oposição. Esse inquérito da fake news, primeiro que fake news não existe", disse o presidente.

"Nos acusam de gabinete do ódio. Me apresenta uma matéria que achem que nasce do gabinete do ódio, não tem", completou em entrevista ao canal de Youtube do jornalista Cláudio Magnativa.

As declarações foram divulgadas em teaser da entrevista do presidente no Youtube —a íntegra deve ir ao ar ainda nesta sexta-feira (20).

Em outro trecho, ele disse que o Supremo é o "Poder mais forte" hoje e que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem agido de forma parcial.

"Não vou negar que apoiei [Pacheco para o cargo]. Eu não esperava que ele fosse ser tão parcial como ele está sendo ultimamente. Não quero atrito com ele, mas [há] uma parcialidade enorme", disse.

"Eu vejo na mídia e ele diz que está protegendo o Supremo. Não é atribuição nossa proteger o outro Poder, é tratar com dignidade e isenção, como propriamente diz a nossa Constituição. E o Poder mais forte no momento da República é o Supremo."

O presidente chegou a acionar nesta semana o STF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ministro Alexandre de Moraes, alegando abuso de autoridade. Na corte, o caso já foi arquivado, mas na PGR ainda está em análise.

Na tarde de quinta-feira (19), Bolsonaro e Moraes acabaram se encontrando durante evento em Brasília e trocaram cumprimentos cordiais na solenidade que marcou a posse de novos ministros no TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Nesta semana, Bolsonaro já havia dito também que o STF tem interferido em sua atuação na Presidência. "Mais da metade do meu tempo passo me defendendo de interferências indevidas do Supremo Tribunal Federal", disse.

Nas últimas semanas, o presidente fez diversas insinuações golpistas em relação ao sistema eleitoral brasileiro, enquanto ministros do TSE e do Supremo deram respostas duras às ilações do chefe do Executivo.

Alvo de seguidos ataques de Bolsonaro, Moraes disse também nesta quinta-feira que a Justiça Eleitoral nasceu e segue com "vontade de concretizar a democracia e coragem para lutar contra aqueles que não acreditam no Estado democrático de Direito".

 

Polícia faz busca na casa de juiz assessor da presidência do STJ


Uma operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (20), no Ceará, atingiu o escritório e a casa do juiz federal Augustino Lima Chaves, assessor da presidência do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A operação foi anunciada pela PF como combate a esquema de corrupção que envolvia grandes devedores da União beneficiados em decisões judiciais entre os anos de 2012 e 2016.

"Estou absolutamente tranquilo. Nunca fui intimado de nada. É uma violência que repudio. Não vai dar em nada. Não tenho imóveis, são fatos antigos. São conjecturas e fantasias", diz Chaves.

"Tudo é genérico, e genérico cabe tudo contra qualquer pessoa. Queria saber qual a decisão específica que causou prejuízo à Fazenda Nacional. Qual decisão foi reformada", afirma Chaves.

Ele diz que atuou na vara cujos fatos são investigados entre abril de 2013 e agosto de 2020. "Os atos investigados seriam de 2012 a 2016. Ou seja, nada contemporâneo", diz o juiz.

A operação envolve juízes federais, advogados, servidores públicos e empresários. Os mandados de busca e apreensão em Fortaleza, São Paulo, Recife, Dourado e Brasília foram determinados pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede no Recife.

Chaves diz que anos atrás foi alvo de um procedimento da corregedoria do TRF-5, arquivado.

Ele diz não acreditar que a operação desta sexta-feira atinja o STJ.

O blog procurou o presidente do STJ, Humberto Martins, para comentar o fato. A assessoria informou que o ministro está proferindo palestra em evento de magistrados no Rio de Janeiro.

Casos extremos

"A busca e apreensão são medidas de força que só devem ser usadas em casos extremos. O magistrado tem que ter cuidado para não tomar atos de violência sem finalidade", disse Chaves, em 2005, sobre o fato de não ter autorizado o bloqueio de bens de um réu suspeito de movimentar US$ 35,7 milhões, entre 1994 e 1999.

"Essas medidas geram uma repercussão bombástica. Vai a polícia, com sirene ligada, todo o mundo fica sabendo, a pessoa se aniquila", disse Chaves, na ocasião.

O episódio envolvia conflito de competência e resistência às varas de lavagem no Ceará.

O juiz federal Danilo Fontenelle era juiz especializado em lavagem na 11ª Vara, desde junho de 2003. Em setembro daquele ano, Chaves recebeu denúncia contra um empresário que usava agência de viagens e empresa de factoring para captação ilegal de empréstimos.

Os autos só chegaram a Fontelelle em fevereiro de 2005, após um ano e quatro meses na 12ª Vara [de Chaves], sem interrogatório do réu.

Fontenelle condenou o empresário a 35 anos de prisão e multa de R$ 23 milhões, sob a acusação de realizar operações para dar aparência lícita a dinheiro de origem criminosa. O réu recorreu em liberdade.

"Não visto a camisa de promotor público. Não vou correr atrás de provas (...). Não sou torcedor, sou juiz", disse Chaves, na resposta a representação de Fontenelle.

Freixo rejeita imagem de radical e diz que Bolsonaro não tem força para golpe

Pré-candidato ao Governo do Rio de Janeiro, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) rejeita a pecha de radical, crítica muitas vezes feita contra ele, especialmente pela direita, ao longo de sua trajetória política. Freixo diz que, ao contrário, sempre esteve ao lado do diálogo e da união.

"Só faz uma CPI das Milícias na Alerj [Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro] quem tem capacidade de diálogo e articulação", afirma, em referência à investigação que presidiu na Casa.

O deputado foi entrevistado em sabatina realizada por Folha e UOL, na manhã desta sexta-feira (20).

Freixo também diz que o presidente Jair Bolsonaro (PL) promove uma ameaça permanente contra a democracia, mas afirma que não acredita que ele terá força política para um golpe de estado.

"É um governo que destrói a democracia no dia a dia. O próprio presidente disse que, se perder as eleições, o Brasil vai ter um episódio pior do que nos Estados Unidos com a invasão do Capitólio."

Questionado sobre a existência de uma ala do PT contrária à sua aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freixo respondeu que esteve recentemente no casamento de Lula e que ele está muito animado e confiante na possibilidade de vitória no Rio de Janeiro.

O governador Cláudio Castro (PL) lidera a disputa à reeleição no estado com 25% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, segundo a mais recente pesquisa Quaest/Genial, divulgada em maio. Freixo aparece em seguida, com 18%.

Em terceiro lugar, está Rodrigo Neves (PDT), com 9%. No pelotão seguinte aparecem André Ceciliano (PT), com 2%, Paulo Ganime (Novo), também com 2%, e Felipe Santa Cruz (PSD), com 1%. Branco, nulo e os que não pretendem votar somam 33%. Os indecisos são 10%.

Já num segundo turno entre Castro e Freixo, o governador marcaria 38%, contra 27% do deputado. Nessa simulação, 27% dizem que votariam branco, nulo ou que não votariam. Os indecisos são 8%.

RAIO-X

Marcelo Freixo, 55
Criado em Niterói (RJ), foi o segundo deputado federal mais votado pelo Rio de Janeiro em 2018. Foi deputado estadual por três mandatos (2007-2018) e concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2012 e em 2016, ficando em segundo lugar em ambas. Presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio (2008) e foi ameaçado de morte por milicianos. É formado em história pela UFF (Universidade Federal Fluminense).

CONFIRA AS DATAS DAS SABATINAS E DOS DEBATES

Sabatinas confirmadas no RJ

  • Cláudio Castro (PL) - 20/5 - 16h

Sabatinas presidenciais

  • 2º turno - de 10 a 14/10

Debates presidenciais

  • 2º turno - 13/10, às 10h

Debate com candidatos à Vice-Presidência

  • 1º turno - 29/9, às 10h

Debate com candidatos ao Senado

  • 1º turno - 27/9, às 10h

Sabatinas com pré-candidatos ao Governo de SP

  • 2º turno - de 17 a 21/10

Demais sabatinas

  • Semana de 23/5 - BA
  • Semana de 30/5 - PR
  • Semana de 06/6 - RS
  • Semana de 13/6 - PE
  • Semana de 20/6 - CE

Debates com candidatos ao Governo de SP

  • 1º turno - 19/9, às 10h
  • 2º turno - 20/10, às 10h ​

PSDB apoia Tebet, mas ainda não tem solução para impasse com Doria


Apesar de já ter encaminhado um consenso para apoiar a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência, como representante da terceira via, o PSDB ainda não tem uma solução para o impasse criado com o ex-governador de São Paulo João Doria. O tucano renunciou ao governo paulista na expectativa de sair candidato ao Planalto, mas perdeu apoio e foi preterido na disputa pela vaga.

Nomes da cúpula do partido, consultados pelo UOL, avaliam que Doria não conseguirá impor sua candidatura com base na vitória nas prévias da sigla, realizadas em novembro do ano passado. Não se sabe, por outro lado, que alternativa pode ser oferecida ao ex-governador. Foi cogitada a ideia de que ele seja vice na chapa de Tebet, mas parte das lideranças prefere outros nomes, como o do senador Tasso Jereissati (CE).

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A percepção dos políticos tucanos é que Doria ficou com pouca margem para negociar uma saída vantajosa para o impasse, especialmente após a carta aberta que enviou à cúpula, no último sábado, chamando de "tentativa de golpe" a articulação do PSDB com MDB e Cidadania pela campanha de Tebet. Após o atrito com Bruno Araújo, presidente da sigla, o isolamento de Doria se agravou.

No momento, o ex-governador contesta o resultado da pesquisa encomendada pelos três partidos, revelada na quarta-feira (18), que aponta Tebet como a melhor opção da terceira via. Uma das possibilidades de Doria é ir à Justiça para fazer valer o resultado das prévias, mas o partido não acredita neste desfecho.

Pesquisas de partidos da terceira via apontam Tebet para liderar chapa - Agência Brasil - Agência Brasil

Pesquisas de partidos da terceira via apontam Tebet para liderar chapa

Imagem: Agência Brasil

"Ele [Doria] já tinha notícia, antes de sair do governo de São Paulo, que sua situação não era mais razoável. Apesar dos esforços, sua campanha ficou travada, e agora estamos diante dessa situação. Eu acho que tem que haver conversas e busca por soluções políticas, para evitar o caminho judicial", avalia o ex-senador José Aníbal (PSDB-SP), quadro histórico da legenda.

Em reunião na última terça, em Brasília, a Comissão Executiva do PSDB tomou a decisão de marcar uma reunião pessoal com Doria, para que vários colegas de partido falem a ele diretamente sobre os prejuízos de se manter a candidatura. Até o momento, porém, o tucano alegou motivos de agenda para evitar a reunião, que pode acontecer na próxima segunda-feira (19), em São Paulo.

"É preciso ter uma conversa franca com o Doria, para ponderar uma série de coisas. A pesquisa diz que mais de 50% dos eleitores no país não querem a polarização, o que abre espaço para uma candidatura. Mas a pesquisa indica que a terceira via precisa se unir em uma candidatura única, não adianta ter várias. Então é preciso ouvir o Doria para buscar um entendimento, uma solução conjunta", diz o líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (SP), que é pré-candidato ao governo do Distrito Federal.

No final da tarde de ontem, os três partidos divulgaram uma nota conjunta, afirmando que o resultado das prévias do PSDB, que elegeram Doria, esteve sempre "vinculado a uma aliança mais ampla", e que o ex-governador tem a "compreensão de que estávamos tratando de algo maior do que uma escolha partidária".

Atrito


Bruno Araújo, Doria e Eduardo Leite após anúncio da vitória do governador de de SP nas prévias

Imagem: Reprodução

Doria aparece como postulante ao Planalto desde que venceu, no final de novembro do ano passado, as prévias do PSDB para a escolha da candidatura. Em uma eleição tumultuada, marcada por hostilidades e problemas no aplicativo de votação, Doria teve o apoio de 53,99% dos filiados e derrotou o então governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Nos meses seguintes, todavia, o tucano ficou estagnado nas intenções de voto para presidente. Conforme mostra o agregador de pesquisas do UOL, ele tem oscilado entre 2% e 5% nas pesquisas e não consegue ir além do quarto lugar nas sondagens. A falta de perspectiva no crescimento de Doria levou o PSDB, já dividido, a procurar alternativas.

Desde o início do ano, os tucanos vêm buscando legendas de centro, como o MDB e o União Brasil, para tratar de uma possível aliança para as eleições. Com uma destas siglas, o Cidadania, o PSDB formará uma federação partidária, o que unirá as legendas não apenas na campanha, mas também durante os quatro anos seguintes.

As conversas com o MDB, por sua vez, já estavam avançadas no final de março, quando uma manobra de Doria aumentou as tensões. De última hora, o tucano ameaçou desistir da pré-candidatura e se manter no governo de São Paulo se não recebesse "apoio explícito" da cúpula tucana em torno de seu nome para a Presidência.

A jogada irritou parte dos aliados de Doria, que já contavam com a renúncia dele ao cargo para que o vice, Rodrigo Garcia, assumisse o Palácio dos Bandeirantes. O partido tem como prioridade a recondução de Garcia ao governo paulista. No fim das contas, Doria deixou o cargo como combinado, mas os atritos não se dissiparam desde então.

Terceira via

Assim como outros postulantes a candidato da terceira via, Doria tem sofrido com a falta de espaço entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL). O tucano, que pediu o voto "Bolsodoria" em 2018, passou a se afastar do presidente ainda no primeiro ano de governo.

A ruptura se consolidou com a chegada da pandemia de covid-19 ao Brasil, no início de 2020. Enquanto Bolsonaro combatia as medidas de contenção do vírus, Doria adotou um tom moderado e agiu para que São Paulo começasse a fabricar vacinas antes das primeiras importações do governo federal.

Hoje, o tucano tenta conquistar um eleitorado que, em tese, segue antipetista como em 2018, mas arrependeu-se do voto em Bolsonaro. Nas pesquisas de momento, essa fatia está em disputa entre ele, Tebet e outros nomes.

Um deles, o ex-ministro Sergio Moro, vinha despontando como favorito da terceira via até o final de março, quando abandonou a pré-candidatura já acertada ao Podemos e se filiou ao União Brasil, resultado da fusão do DEM com o PSL. No momento, contudo, a legenda afirma que lançará como candidato o deputado Luciano Bivar (PE), outro antigo aliado de Bolsonaro.